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Processo de extradição de Carla Zambelli, da Itália para o Brasil, pode durar até dois anos

Defesa da ex-deputada pode recorrer em até 15 dias; se a extradição for mantida, ela será presa assim que chegar ao Brasil

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça italiana decidiu extraditar a ex-deputada Carla Zambelli, que está presa em Roma.
  • A defesa pretende recorrer da decisão em até 15 dias, podendo o processo se estender por até dois anos.
  • Se a extradição for mantida, Zambelli será presa imediatamente ao chegar no Brasil.
  • Ela foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, além de outra condenação ligada a porte ilegal de arma.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Justiça italiana decidiu nesta quinta-feira extraditar Carla Zambelli Lula Marques/Agência Brasil - 23.04.2024

A Justiça italiana decidiu nesta quinta-feira (26) extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ela está presa em Roma, na Itália. À reportagem, o advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa da ex-deputada, disse que vai recorrer da decisão e o processo, que sobe para um tribunal superior do país, pode se estender por até dois anos.

Na decisão desta quinta, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição da ex-deputada. A medida, no entanto, não é imediata. Caso não haja recurso, o processo deve ser concluído em poucas semanas. A defesa de Zambelli, no entanto, pode recorrer no prazo de até 15 dias.


O advogado da deputada já informou que pretende recorrer à Corte de Cassação do país. Dessa forma, o recurso pode ser negado pelo tribunal, e o processo pode ser encerrado em quatro a seis meses conforme explica o professor especialista em direito internacional Arno Dal Ri Júnior.

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No entanto, o professor explica que, caso a Corte entenda que o recurso faz sentido, o mérito volta a ser analisado e o processo de extradição pode se estender por até dois anos. A decisão final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.


Se ao final do processo, a extradição for confirmada, a Justiça Italiana comunica a embaixada brasileira em Roma e a polícia do país vai entregar Zambelli à Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol, que irá colocá-la em um voo para o Brasil, acompanhada dos agentes criminais.

Segundo o professor, se a extradição for mantida, ela deve vir algemada e acompanhada de dois agentes da Interpol até o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ou o Galeão, no Rio de Janeiro. Na chegada em solo brasileiro ela será entregue à Polícia Federal e será presa imediatamente.


Zambelli foi condenada em dois processos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e está presa no exterior desde julho de 2025. O julgamento na Corte de Apelação de Roma foi concluído em fevereiro e a decisão comunicada nesta quinta.

“A Embaixada do Brasil em Roma foi informada pelos advogados sobre a decisão da Corte de Apelação em favor da concessão da extradição. Ainda cabe recurso no âmbito judicial, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo italiano”, diz o Itamaraty, em nota.


O advogado Fábio Pagnozzi avaliou a decisão sobre a extradição da ex-deputada como “sem sentido”. A perspectiva, segundo ele, é que a análise do recurso na Corte de Cassação não dure menos que três ou quatro meses.

“Esse resultado da Corte de Apelação é sem pé nem cabeça. Ele simplesmente fala o que Alexandre de Moraes falou, que foi um julgamento justo e não foi político. É totalmente sem sentido”, disse o advogado, em referência ao ministro relator dos processos contra Zambelli no STF.

Relembre as condenações

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Após essa condenação, Zambelli deixou o país e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.

A ex-deputada também foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

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