Brasília Proporcionalidade de vagas para CPMI dos atos extremistas só deve ser decidida na sexta, diz Pacheco 

Proporcionalidade de vagas para CPMI dos atos extremistas só deve ser decidida na sexta, diz Pacheco 

O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), aguarda resposta para definir quem ocupará as cadeiras na comissão

  • Brasília | Bruna Lima , do R7, em Brasília

Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, fez a leitura do requerimento que pede a instalação da CPI mista para investigar as invasões ocorridas em 8 de janeiro

Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, fez a leitura do requerimento que pede a instalação da CPI mista para investigar as invasões ocorridas em 8 de janeiro

Lula Marques/Agência Brasil - 26.04.2023

A resposta à questão de ordem sobre a proporcionalidade de vagas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos extremistas deve ser definida na sexta-feira (5), informou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Durante a reunião de líderes desta quinta-feira (4), o tema ficou fora das prioridades. A oposição no Senado aguarda a definição para saber se terá direito a duas ou três cadeiras na CPMI.

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A questão de ordem foi um pedido do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), após o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), migrar de bloco como uma estratégia para garantir mais uma cadeira para o governo no comitê. Marinho contesta a estratégia e afirma que o cálculo deve considerar as configurações firmadas até 15 de fevereiro.

"Como eu vou fazer uma indicação se não sei o que nos cabe nessa divisão?", indagou Marinho ao R7, e avisou que não haveria uma definição até que Pacheco resolvesse a questão de ordem. No caso de uma resposta negativa do presidente, a oposição já articula uma reação. "A gente pode recorrer", disse o senador.

Essa possibilidade de acionar o poder judiciário ou articular outra forma de questionar a decisão de Pacheco atrasaria ainda mais o processo de instalação. Para a base do governo, a demora não é um problema, já que a pressão para a abertura da CPMI vinha da oposição, que quer usar os trabalhos para investigar a suposta omissão do Executivo federal em impedir a invasãos aos prédios da Esplanada.

Com a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas investigações sobre fraudes nos certificados de vacinação contra a Covid-19 na operação da Polícia Federal, a oposição teme um desgaste ainda maior de Bolsonaro e, apesar de não retirarem o apoio à CPMI, o tema esfriou.

Com isso, a expectativa é que a instalação só ocorra nas próximas semanas. A indicação anterior era para que os trabalhos começassem logo após o feriado de 1º de maio.

Atos extremistas

No dia 8 de janeiro, extremistas furaram bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que o grupo subiu a rampa do Congresso Nacional e invadiu a parte superior, onde ficam as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além do Salão Verde, localizado dentro do edifício.


Depois, o grupo invadiu o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, local onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) despacha em Brasília. O petista não estava na capital federal, já que visitava Araraquara, no interior paulista, após os estragos causados pelas chuvas no município.


Manifestantes invadiram ainda o edifício do STF. No local, vidros foram quebrados e objetos, destruídos nas dependências da Corte. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que a porta do armário que o ministro Alexandre de Moraes utilizava para guardar a toga foi arrancada.

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