Brasília 'Qual o sentido de pedir reajuste?', diz Guedes sobre servidores

'Qual o sentido de pedir reajuste?', diz Guedes sobre servidores

O ministro questionou reivindicações de categoria alegando que a pandemia ainda causa problemas com o avanço da Ômicron

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes

Adriano Machado/Reuters - 28.01.2022

Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar correção salarial no piso dos professores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (28) que é contra dar reajuste de salários durante a pandemia de Covid-19.

Guedes lembrou que categorias fizeram home office e destacou que professores atuaram a distância. "Qual o sentido de pedir reajuste de salário, mesmo agora, quando temos essa crise ainda conosco, nessa variante Ômicron?", complementou.

Guedes disse que é preciso ter cuidado com os reajustes salariais, "porque estamos em guerra" e não se pode "empurrar os custos para as futuras gerações". O ministro da Economia destacou que o governo anterior, de Michel Temer (MDB), deu correção de salário e calculou teto para essas despesas. "O problema não é o teto, é o piso. O problema é a coragem de travar o piso."

Na última quinta-feira (27), Bolsonaro confirmou reajuste de 33,24% no piso salarial dos professores da educação básica. Isso eleva o valor mínimo do vencimento dos atuais R$ 2.886,24 para R$ 3.845,63, alta maior que os 7,5% negociados pelo governo federal com estados e municípios.

"É com satisfação que anunciamos para os professores da educação básica um reajuste de 33,24% no piso salarial. Esse é o maior aumento já concedido pelo governo federal desde o surgimento da Lei do Piso. Mais de 1,7 milhão de professores, dos estados e municípios, que lecionam a mais de 38 milhões de alunos nas escolas públicas serão beneficiados", escreveu o mandatário nas redes sociais.

As declarações foram dadas por Guedes durante apresentação do resultado do Tesouro Nacional de 2021. Os dados divulgados apontam que as contas do governo fecharam no ano passado com um déficit de mais de R$ 35 bilhões. O valor representa 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) e é o menor saldo negativo desde 2014. A previsão da União para o déficit primário deste ano, por sua vez, é de R$ 79,3 bilhões.

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