Brasília Queiroga compara uso de máscara ao de preservativo

Queiroga compara uso de máscara ao de preservativo

Para ministro da Saúde, assim como no caso dos preservativos, o uso da máscara não precisa mais ser obrigatório

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Queiroga: "O problema não é a máscara. Nós temos é que desmascarar determinadas pessoas que ficam com narrativas que não se sustentam em absoluto"

Queiroga: "O problema não é a máscara. Nós temos é que desmascarar determinadas pessoas que ficam com narrativas que não se sustentam em absoluto"

Joédson Alves/EFE - 06.10.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que, assim como ocorre com preservativos, o uso de máscara não deveria ser obrigatório. Segundo o ministro, o brasileiro se conscientizou da importância da proteção e não há mais necessidade da exigência. Para ele, com o avanço da vacinação, o uso da máscara deveria se tornar facultativo. Queiroga, contudo, não definiu uma data para o ministério recomendar a flexibilização. Ele disse que espera que seja “o mais breve possível”.

“O cuidado é individual, o benefício é de todos. Ocorre que existem leis que querem obrigar as pessoas a usar máscara. Elas são ineficazes. Preservativos diminuem doenças sexualmente transmissíveis. Vou fazer lei para obrigar as pessoas a usar preservativo? Imagine”, declarou Queiroga, nesta sexta-feira (8), durante coletiva à imprensa para detalhar a campanha de vacinação contra a Covid-19 em 2022.

Para o ministro, o avanço da vacinação poderá sustentar o fim da obrigatoriedade. “Quando cheguei ao ministério, falei em pátria de máscara, pois a população era muito pouco vacinada. Hoje, temos uma situação bem mais equilibrada e já podemos pensar – desde que ela vá melhorando a cada dia e que a campanha de vacinação vá se ampliando – em, por exemplo, flexibilizar o uso ao ar livre”, afirmou.

Vacinação em 2022

No evento, o ministro anunciou o planejamento para a campanha de vacinação contra a Covid-19 em 2022. A intenção é aplicar mais uma dose na população entre 18 e 59 anos e mais duas nos idosos de 60 anos ou mais e em pessoas imunossuprimidas.

A estimativa do governo federal é de que o país terá, ao menos, 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 em 2022, com investimentos estimados em R$ 11 bilhões para adquirir os imunizantes.

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