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Quem é o CEO da Fictor, alvo da PF em operação sobre fraudes bancárias e ligação com CV

Rafael Góis é investigado na Operação Fallax, que apura fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rafael Góis, CEO da Fictor, é alvo da Operação Fallax da Polícia Federal, que investiga fraudes bancárias superiores a R$ 500 milhões.
  • A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão, incluindo a apreensão do celular de Góis.
  • A Fictor tem histórico de problemas financeiros, com um pedido de recuperação judicial de R$ 4 bilhões protocolado em fevereiro de 2023.
  • A investigação aponta que a organização criminosa utilizava recursos do crime organizado, inclusive conexões com o Comando Vermelho (CV).

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Operação também apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro Reprodução/Fictor - Arquivo

O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, está entre os alvos da Operação Fallax, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira, 25. A ação mira uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que somam mais de R$ 500 milhões.

A Fictor afirmou, em nota enviada ao Estadão, que, assim que a defesa de Góis tiver acesso ao conteúdo da investigação, “prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes com o objetivo de elucidar os fatos”.


Ao todo, a PF cumpre 43 mandados de busca e apreensão — um deles em endereços ligados a Góis. O celular do executivo foi apreendido.

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O ex-sócio da Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado de busca e apreensão. A assessoria do executivo, que é defendido pelo advogado criminalista Rodrigo De Grandis, informou que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.


Em seu perfil no LinkedIn, Góis afirma ser graduado em Administração de Empresas pela UCAM (Universidade Cândido Mendes) e ter feito cursos e especializações na FDC (Fundação Dom Cabral), no Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e na Harvard Business School.

O executivo também diz ter mais de 25 anos de experiência nos setores industrial, financeiro e imobiliário. Ele afirma ter iniciado sua carreira aos 16 anos no mercado financeiro e ocupado diferentes posições de liderança, no entanto, a única experiência profissional detalhada em seu perfil é na Fictor.


Fictor

Fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas, a Fictor é um grupo de participações e gestão de empresas com atuação na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura.

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor afirmou ter fechado um acordo para a aquisição do Banco Master, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo BC (Banco Central) e o negócio foi desfeito.


Em 1º de fevereiro, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. O valor total da dívida era de R$ 4 bilhões. Na época, a companhia solicitou a suspensão e o bloqueio das cobranças por 180 dias.

Investigações

A investigação que deu origem à Operação Fallax começou em 2024, quando a PF identificou um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

Segundo a apuração, a organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, utilizando também estruturas financeiras associadas para a movimentação de recursos ilícitos.

Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao CV (Comando Vermelho).

A investigação apontou ainda que os responsáveis pela Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional.

De acordo com a PF, a atuação consistia na injeção de recursos para simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização, especialmente por meio do pagamento cruzado de boletos, criando artificialmente aparência de liquidez e saúde financeira. Além disso, o grupo também atuava na criação e gestão de empresas de fachada.

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