Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Receita Federal afasta servidor que acessou dados de parente de Gilmar Mendes

Medida ocorre após operação da Polícia Federal que apura acesso indevido a informações sigilosas de autoridades

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Receita Federal publicou o afastamento de Ricardo Mansano de Moraes por acesso indevido a dados de parente do ministro Gilmar Mendes.
  • A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar o vazamento de informações sigilosas de autoridades.
  • O inquérito das fake news apura o acesso irregular a dados fiscais por servidores da Receita Federal sem justificativa funcional.
  • A Procuradoria-Geral da República alertou que a divulgação fragmentada de dados sigilosos pode ter gerado "suspeitas artificiais".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Servidores da Receita teriam consultado dados de autoridades sem justificativa funcional Marcelo Camargo/Agência Brasil- 17.02.2026

Acusado de acessar dados de um parente do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, o servidor Ricardo Mansano Moraes foi afastado da Receita Federal. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (19) no DOU (Diário Oficial da União).

Na terça-feira (17), a PF (Polícia Federal) deflagrou uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a investigados por suposto vazamento de informações de autoridades.


A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. São alvos da investigação os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos, além de Ricardo de Moraes.

Em nota, o STF informou que dados sigilosos de autoridades e de seus familiares teriam sido acessados de forma irregular após sucessivas invasões ao sistema da Receita.


Leia mais

As informações fazem parte do chamado inquérito das fake news, que aponta que servidores da Receita — ou profissionais de outras instituições cedidos ao órgão — teriam consultado dados fiscais de autoridades sem qualquer vínculo com suas atribuições funcionais.

Instaurado em 14 de março de 2019 por determinação de Dias Toffoli, então presidente do STF, o inquérito apura a disseminação de notícias falsas, denúncias caluniosas, ameaças e ataques à honra e à segurança da corte, de seus ministros e familiares.


Após os acessos indevidos, os dados teriam sido divulgados de maneira fragmentada. Para a Procuradoria-Geral da República, o uso seletivo dessas informações sigilosas pode ter contribuído para a criação de “suspeitas artificiais, de difícil dissipação”.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.