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Redução de pena de Bolsonaro emperra na Câmara, e PL cobra acesso ao relatório da anistia

Paulinho da Força diz que não aceitará mudanças no texto, mas oposição pede mais transparência do relator

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamentares de oposição não tiveram acesso ao relatório que propõe a redução da pena de Jair Bolsonaro para 2 anos e 4 meses.
  • A tramitação do projeto está travada devido à ausência do texto oficial, causando um impasse nas negociações.
  • O relator, Paulinho da Força, afirma que não aceitará mudanças no texto e condiciona a votação à aceitação de sua proposta sem alterações.
  • Oposição e alguns deputados defendem uma anistia ampla, mas divergem sobre os termos e o andamento do projeto na Câmara dos Deputados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos e três meses de prisão Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Arquivo

Parlamentares de oposição afirmam que ainda não tiveram acesso ao relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que, segundo o próprio relator, reduziria a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro para 2 anos e quatro meses. A ausência do texto oficial tem travado as negociações e ampliado o impasse em torno da proposta que altera as punições dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse ao R7 que, apesar de defender que o projeto seja votado ainda neste ano, não recebeu o relatório da proposta. Ele acusa interferência externa e pressiona Paulinho a liberar o conteúdo.

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“Eu acho que ele [Paulinho] precisa ter a boa vontade de desinterditar o debate. O que não está confortável é um projeto como esse, tão importante para todos nós, não poder ser votado, porque, teoricamente, há uma interdição de um outro Poder aqui no Senado e na Câmara”, afirmou.

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O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) endossou a fala do senador potiguar e afirmou que partido não recebeu nada de Paulinho, mesmo após conversas iniciais.

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“A gente não viu, de fato, nada por escrito. Na verdade, ficou tudo ao vento. Então, não tem nada. A gente não viu realmente a relatoria dele”, comentou.

Desde setembro, Paulinho da Força é relator do projeto que originalmente previa anistia ampla aos envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro, mas que foi alterado por ele para tratar apenas da dosimetria das penas, reduzindo o tempo de condenação sem extinguir os crimes.

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O deputado disse à RECORD nesta semana que a tramitação só avançará se o PL aceitar sua proposta sem alterações. “Ou eles aceitam o texto que eu organizei, que retira todo mundo da cadeia, que a pena do Bolsonaro passa a ser de 2 anos e quatro meses, ou aceitam isso e votam apenas o meu texto, ou não tem acordo e não tem votação”, declarou.

Apesar da incerteza sobre o relatório, Marinho disse estar confiante que o texto será votado ainda neste ano, na Câmara ou no Senado.

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“Estamos trabalhando e conversando tanto com o presidente da Câmara, como do Senado. E a nossa ideia é que isso seja votado esse ano ainda. Nós acreditamos que isso vai acontecer.”

Insistência na anistia

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acredita que ainda é possível aprovar uma anistia com perdão total aos envolvidos nos atos antidemocráticos. Ela também comentou que não foi comunicada sobre o andamento da proposta.

“Eu não estou sabendo de nada. Comigo, pelo menos, nada foi apresentado”, destacou.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) também é a favor de uma anistia ampla e se coloca contra o termo dosimetria.

“Não repara a sensação de injustiça. Essas pessoas querem a anistia porque elas não cometeram um crime. E a grande diferença é que a anistia é um perdão, ela limpa a ficha da pessoa”, pontuou.

A deputada diz que tem conversado com os colegas da oposição e, apesar do prazo curto, defende votar o projeto ainda em 2025.

“As sessões estão acabando. A gente está lutando. No que depender da gente, será ainda esse ano, com muito atraso.”

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