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Relator da anistia propõe pena de 2 anos para Bolsonaro e pressiona PL por acordo

Paulinho da Força cobra partido de Bolsonaro a concordar com o relatório dele: ‘Ou aceitam isso, ou não tem acordo’

Brasília|Deborah Hana Cardoso e Augusto Fernandes, da RECORD e do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O deputado Paulinho da Força propôs uma redução da pena de Jair Bolsonaro para 2 anos e 4 meses.
  • A proposta original de anistia ampla foi alterada para focar na dosimetria das penas sem perdão dos crimes.
  • O avanço do projeto depende da concordância do PL, que apresentou emendas ao texto.
  • Paulinho afirmou que, sem acordo, não haverá votação do projeto na Câmara dos Deputados.

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Homenagem aos 100 anos da fundação da General Motors do Brasil.Dep. Paulinho da Força (SOLIDARIEDADE - SP)
Paulinho da Força é o relator do projeto na Câmara Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 28.10.2025

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta que trata da situação jurídica dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, afirmou à RECORD que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista — poderá ter sua pena reduzida para 2 anos e quatro meses caso o texto seja aprovado pelo Congresso.

A proposta original discutida na Câmara previa anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos ataques. No entanto, Paulinho decidiu alterar o foco e trabalhar apenas na dosimetria das penas, sem perdoar os crimes.


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A iniciativa reduziria o tempo de cumprimento de pena para todos os condenados, incluindo Bolsonaro, mas não extinguiria as condenações.

Segundo o deputado, o avanço do projeto depende exclusivamente da concordância do PL, que tentou apresentar emendas ao texto. Paulinho afirma que não aceitará mudanças:


Ou eles aceitam o texto que eu organizei, que retira todo mundo da cadeia, que a pena do Bolsonaro passa a ser de 2 anos e quatro meses, ou aceitam isso e votam apenas o meu texto, ou não tem acordo e não tem votação”, declarou.

O parlamentar disse ainda que não há cronograma para votação. “O dia que o PL topar, tem votação”, afirmou.


Ele relatou ter conversado nesta terça-feira (2) com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e avisado que sem acordo com o partido de Bolsonaro, a pauta não avança. “Acabei de falar com ele. Essa é a decisão.”

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