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Relatório da CPI vai propor pensão a órfãos de vítimas da Covid-19

Proposta deve ser feita na forma de projeto de lei, a ser discutido e aprovado no Congresso

Brasília|Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

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Renan: "Pensão do ponto de vista da Previdência Social, é algo absolutamente exequível"
Renan: "Pensão do ponto de vista da Previdência Social, é algo absolutamente exequível"

A CPI da Covid-19 vai incluir no relatório final uma proposta para o pagamento de pensão a crianças que ficaram órfãs em decorrência da doença. A proposta deve vir na forma de projeto de lei, a ser discutido e aprovado no Congresso Nacional. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que existe disposição por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com quem os senadores já conversaram sobre a proposta. Pode haver ainda, no mesmo PL, um pedido de indenização às famílias das vítimas da Covid-19. 

"Estamos discutindo ainda, porque a gente tem também a responsabilidade fiscal diante disso. Não pode ser algo que o Estado brasileiro não possa suportar", afirmou Randolfe. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que trabalha "com um encaminhamento que seja responsável do ponto de vista fiscal e exequível nessa circunstância que nós estamos vivendo, mesmo porque algumas dessas providências que nós estaremos encaminhando já foram adotadas no âmbito de alguns estados".

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"Criar uma pensão especial de um salário mínimo para os órfãos cuja renda familiar não permita a sobrevivência até completar 21 anos de idade e incluir a Covid na relação das doenças que podem ensejar a partir de uma perícia, portanto, absolutamente responsável, a aposentadoria por invalidez", acrescentou. "Isso do ponto de vista da Previdência Social também é algo absolutamente exequível. Nós vamos trazer essa proposta para submetê-la à discussão deste colegiado", concluiu. 

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que o assunto deveria ocupar um capítulo importante do relatório do senador Renan Calheiros. "Estamos tratando de dois tipos de despesas: a despesa que é de difícil previsão e, portanto, se caracteriza como uma despesa emergencial única e não recorrente. Seria para compra de vacina, seria para eventuais investimentos nas plantas da Fiocruz e do Butantan... Seria importante que o relatório pudesse se debruçar sobre quais as despesas que são inerentes como desdobramento ou como consequência da pandemia", sugeriu.

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Fernando Bezerra disse ainda que o Ministério da Economia se põe à disposição para identificar a fonte de financiamento e de custeio dessas despesas que não são recorrentes. "Aprovamos aqui a PEC emergencial, e a PEC emergencial já tem os instrumentos de cobrir despesas não previsíveis, que, portanto, não podem ser abrigadas dentro do teto orçamentário, que já está muito curto", explicou.

"Mas o peso do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito pode indicar, como fonte extraordinária de custeio dessas despesas inadiáveis, emergenciais e que são importantes para a saúde pública dos brasileiros, que elas possam ser categorizadas, como foi, por exemplo, o auxílio emergencial", explicou. Bezerra disse que acha que existe espaço para diálogo com o governo federal, no sentido de que o relatório possa cuidar dos desdobramentos e dos efeitos da pandemia, "no sentido que o Congresso Nacional, através do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito, possa sinalizar para a proteção da saúde dos brasileiros", concluiu.

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