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‘Roadmap’: COP divulga caminho entre Baku e Belém para alcançar US$ 1,3 trilhão

Em cinco eixos, roteiro cobra aumento de doações e propõe ‘taxa da poluição’ como forma de captação de recursos

COP30|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Divulgado o “Mapa do Caminho” para arrecadar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 contra as mudanças climáticas.
  • Proposta inclui taxa da poluição e aumento de doações de países desenvolvidos.
  • Foco em financiar adaptação climática para países em desenvolvimento.
  • Exemplos de mobilização de recursos durante a pandemia são citados para reforçar possibilidade de arrecadação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caminho para US$ 1,3 trilhão será um dos destaques da COP30, presidida pelo embaixador André Corrêa do Lago Marcelo Camargo/Agência Brasil - 14.10.2025

O “Mapa do Caminho” de Baku a Belém, que desenha as formas para alcançar uma arrecadação de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 contra as mudanças climáticas, foi divulgado pelas presidências da COP29 e COP30 nesta quarta-feira (5).

A proposta, construída entre as gestões do Azerbaijão e do Brasil, aposta em alternativas como a implementação de uma taxa para a poluição e possível cobrança a altas fortunas, além do aumento de doações por parte de países desenvolvidos.

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As frentes são voltadas para aumentar valores arrecadados, com objetivos que passam pela redução de emissões ao envio de recursos para a adaptação climática.

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O documento, que ficou conhecido como “roadmap”, em inglês, pede urgência a pauta de financiamento e cita alternativas para arrecadar recursos por meio de cinco eixos:

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  • Reabastecimento de subsídios, financiamento concessional e capital de baixo custo — a frente reforça que países desenvolvidos devem aumentar doações e, entre os pontos, cita a possibilidade de cooperação internacional ligada à pauta tributária, a exemplo de contribuições de setores responsáveis por grandes níveis de emissões e de “indivíduos de altíssimo patrimônio líquido”.
  • Reequilíbrio do espaço fiscal e da sustentabilidade da dívida - aponta para o desenvolvimento de bancos multilaterais para aliviar grandes taxas aplicadas a países em desenvolvimento ao optarem por empréstimos para ações climáticas. Entre as recomendações, está a que países apoiem a renegociação de dívidas.
  • Redirecionamento de financiamento privado - é voltado para que o financiamento privado fique mais acessível. Entre os pontos, prevê o apoio ao desenvolvimento de mercados financeiros.
  • Reestruturação - a proposta é voltada para ampliar investimentos climáticos, com sugestão de que governos integrem clima, natureza e transição energética. Enquanto bancos públicos apoiem projetos climáticos.
  • Reformulação de sistemas e estruturas — entre pontos, sugere reforma de sistemas financeiros de forma mais justa e sustentável. Uma das indicações é que o FMI e o Banco Mundial ajustem metodologias para avaliar riscos climáticos e ambientais.

O roteiro não será discutido entre países, mas é apresentado como uma proposta percurso para se alcançar a meta de financiamento.

De forma geral, o processo de financiamento visa fornecer apoio a países em desenvolvimento, que dependem de recursos para adaptação climática e arcar com os custos da meta ambiental.

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Apelo internacional

O roteiro aponta a urgência à preocupação ambiental, com a mensagem de “quando a ciência alerta, a humanidade deve ouvir”, e condiciona as metas de arrecadação ao apoio que for concedido por países.

“Os recursos existem. A ciência é clara. O imperativo moral é inegável. O que resta é a determinação — para fazer desta a década em que a ambição se transforma em ação", diz trecho do documento. Como exemplo, a peça cita a ação internacional adotada durante o enfrentamento ao coronavírus.

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“A pandemia da Covid-19 mostrou que, diante de uma emergência, as sociedades podem mobilizar recursos co velocidade e escala sem precedentes. Muito mais de US$ 1,3 trilhão foram mobilizados em questão de meses para salvaguardar vidas e economias”, diz.

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