Brasília Rock de Brasília: “Filhos” da Turma da Colina movimentam cena cultural na capital

Rock de Brasília: “Filhos” da Turma da Colina movimentam cena cultural na capital

Mais de 30 anos depois do movimento no qual nasceu a Legião Urbana, festas arrastam público jovem e se consolidam Brasília

  • Brasília | Fred Leão, do R7

 Realizada todas as quartas-feiras, a festa Toranja fica sob o comando de um coletivo cultural a cada semana

Realizada todas as quartas-feiras, a festa Toranja fica sob o comando de um coletivo cultural a cada semana

Divulgação

O filme Somos tão Jovens, em cartaz em todo o País, tem colocado em destaque o movimento chamado de Turma da Colina, formado em Brasília a partir do final da década de 1970 e que deu origem a bandas como Legião Urbana, Plebe Rude e Aborto Elétrico. A cena cultural formada nos prédios da região da Colina, ocupada por professores e alunos da UnB (Universidade de Brasília) serviu de celeiro para boa parte da produção do rock brasileiro, que estava em formação. Três décadas depois, o movimento cultural na Colina não existe mais. Iniciativas como esta, atualmente estão espalhadas pela cidade. 

Com o passar das gerações, os “filhos” da Turma da Colina ocupam espaços diversos – a maioria bares e festas já consolidadas – e se espalharam por Brasília. O R7 DF foi atrás de alguns de alguns dos lugares que viraram ponto de encontro e difusão cultural na capital.

Entre os movimentos ligados à música em atividade há mais tempo em Brasília, está o Cult 22, que surgiu como um programa na rádio Cultura FM – a atração foi encerrada há um ano – e foi também um bar com temática roqueira. O jornalista Marcos Pinheiro, um dos mais antigos da turma do Cult conta que atualmente, tem realizado festas para o público formado basicamente por universitário e fãs de rock de outras gerações.

Junto com outros parceiros, ele participou da idealização do tradicional festival Porão do Rock, que chega neste ano à sua 16ª edição. As festas, que antes eram promovidas no extinto bar Cult 22, agora, são realizadas em vários pontos do Distrito Federal. A última delas foi no começo deste mês no Salada Cultural, que fica na Asa Norte.

— Nas festas, temos pessoas que frequentavam a cena de rock dos anos 80 até a galera mais nova, como estudantes universitários, explica Marcos Pinheiro.

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Desde 2010, a festa Toranja reúne público interessado em música, seja moderno ou do passado, no Balaio Café (quadra 201 Norte) e formou uma espécie de movimento. Realizada todas as quartas-feiras, a festa fica sob o comando de um coletivo cultural a cada semana. Quando o evento começou, a idéia era oferecer diversão a quem estava insatisfeito com o que tocava na noite de Brasília, explica Ivan Bicudo, um dos criadores da Toranja.

— A festa foi dando certo e virou espaço para novos talentos da discotecagem.

Longe da estética cultural do que era a Turma da Colina, mas com espírito semelhante, festas como Toranja têm público garantido em Brasília.

— O público varia muito e tem dias em que recebemos cerca de 2.000 pessoas, conta Ivan Bicudo.

Atualmente, coletivos como o Criolina, Indie Set Music, Ferrugem, Montana e Miniestéreo da Contracultura se revezam às quartas-feiras na organização da festa.

Com público formado, basicamente, por alunos da UnB, o selo musical Miniestério da Contracultura realiza shows para lançamentos de discos em espaços da universidade. O último a se apresentar foi o músico Victor Valentim. Para ele, o foco do selo é dar espaço à produção cultural de estudantes da UnB.

— O lance dos shows é reunir artistas com interesse em compor, que possuem trabalho autoral. Sob o conceito de utilizar espaços  públicos para o entretenimento, o calçadão da Asa Norte tem sido palco, desde 2012, para a festa Pic Nic.

O evento acontece sempre aos domingos (mas não semanalmente) e reúne música e produção artesanal e de moda autoral, feita por profissionais de Brasília. Segundo um dos organizadores, o também DJ The Miguelitos, a ideia é promover uma sunset party.

— Tentamos fazer um evento despretensioso, com discotecagem, feita por quem faz pesquisa musical. O conceito é criar um bom ambiente aberto, sem aquela ideia do DJ estrela, usando óculos escuros e com as mãos para cima.  

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