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Rumble pede para notificar Moraes por email em processo na Justiça dos EUA

Processo está parado desde agosto de 2025, quando uma intimação contra Moraes foi remetida ao STJ

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rumble e a Trump Media processam o ministro Alexandre de Moraes na Justiça dos EUA, pedindo notificação por email.
  • O processo, que visa contestar ordens de censura emitidas por Moraes, está paralisado desde agosto de 2025.
  • Moraes é acusado de emitir ordens de remoção de conteúdo, desrespeitando a soberania americana.
  • A defesa alega que o email institucional do STF deve ser utilizado para a notificação efetiva ao ministro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF), 02/02/2026 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Moraes é acusado de censura e violação à soberania dos EUA Marcelo Camargo/Agência Brasil - 2.2.2026

As empresas Rumble e Trump Media, que processam o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na Justiça Federal dos Estados Unidos, pediram para notificar o magistrado brasileiro por email.

A petição, enviada à Justiça da Flórida nesta segunda-feira (2), é uma tentativa de destravar a queixa da qual Moraes é alvo por, supostamente, emitir “ordens secretas de censura” contra a plataforma de vídeos.

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O processo está parado desde agosto de 2025, quando uma intimação contra Moraes foi remetida ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em outubro do ano passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) emitiu um parecer recomendando a rejeição da notificação.

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Procurado por meio do STF, Moraes não respondeu. Durante o julgamento da ação do golpe de Estado no STF, o ministro afirmou que “milícias digitais ou estrangeiras” não intimidariam sua atuação na Corte.

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“A especialidade dessas milícias digitais é a produção de fake news para tentar intimidar o Poder Judiciário. Não perceberam que, se até agora não intimidaram o Judiciário, não vão intimidar, seja com milícias digitais ou estrangeiras, porque o Brasil é um país soberano e independente”, afirmou Moraes em março de 2025, durante o julgamento do recebimento da denúncia da PGR.

Segundo a petição, Moraes pode ser notificado no processo pelo email institucional do STF por ter usado esse canal para notificar a Rumble de ordens de remoção de conteúdo.

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“Tendo usado o email para tentar afirmar jurisdição extraterritorial, o réu agora não pode negar que o email lhe forneça notificação efetiva”, argumenta o advogado Martin de Luca, que representa as empresas autoras do processo.

Moraes é acusado de censura e violação à soberania americana

Desde fevereiro de 2025, Moraes é alvo de uma ação civil na Justiça Federal da Flórida por suposta censura e violação à soberania americana.

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A Rumble é uma plataforma de vídeos que funciona de modo parecido ao YouTube. A rede surgiu com a proposta de ser “imune à cultura do cancelamento” e passou a abrigar produtores de conteúdo restritos em outras redes, como os comentaristas Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e Bruno Aiub, conhecido como Monark.

A plataforma descumpriu determinações da Justiça brasileira e não indicou um representante legal no país. Por essas razões, foi proibida de atuar em território nacional.

Ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Trump Media administra a rede Truth Social. Assim como a Rumble, a Truth propõe diretrizes mais brandas na moderação de conteúdo e passou a abrigar extremistas.

Desde janeiro de 2025, quando retornou à presidência dos Estados Unidos, Trump tem utilizado a plataforma para fazer anúncios oficiais da gestão.

Rumble e Trump Media pedem que Moraes seja responsabilizado por emitir “ordens secretas de censura extraterritorial”.

As autoras pedem à juíza do caso que reconheça as ordens de Moraes para a remoção de conteúdo e de contas como inexequíveis em território americano, sob a proteção da Primeira Emenda à Constituição do país, que garante o direito à expressão em termos mais flexíveis que o da legislação brasileira.

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