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Secretaria de Saúde do DF presta contas em audiência pública na Câmara Legislativa nesta quarta

Titular da pasta, Lucilene Florêncio deve apresentar relatório e falar sobre recursos nas unidades de saúde de maio a dezembro de 2023

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

Audiência está marcada para a manhã desta quarta (Carolina Curi / Agência CLDF - 25.05.2024)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal vai prestar contas durante uma audiência pública na CLDF (Câmara Legislativa do DF) na manhã desta quarta-feira (29). A pasta deve apresentar um relatório de atividades e responder perguntas sobre os resultados e a aplicação de recursos nas unidades de saúde entre maio e dezembro de 2023. A Secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, e o representante do Conselho de Saúde do DF, Júlio César Florêncio Isidro, confirmaram presença.

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A presidente da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, deputada Paula Belmonte (Cidadania), afirma que a expectativa é que todas as informações que foram solicitadas sejam detalhadas.

“O dever do Legislativo é fiscalizar e trazer transparência às ações do Executivo e, assim, promover melhorias à população, principalmente, na área de saúde, que é fundamental para assegurar a nossa qualidade de vida”, pontua.

Reunião entre GDF e distritais

O secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, o presidente do Iges-DF, Juracy Lacerda, e a secretária de Saúde se reuniram com deputados distritais na CLDF nessa segunda-feira (27) por quase três horas para discutir as cinco mortes de crianças entre abril e maio depois de atendimento na rede pública de saúde.

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Os distritais apresentaram um pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a situação da saúde no DF. Até a tarde dessa terça, o documento continha a assinatura de seis deputados: Chico Vigilante (PT), Dayse Amarilio (PSB), Fábio Felix (Psol), Gabriel Magno (PT), Max Maciel (Psol) e Ricardo Vale (PT). São necessárias oito assinaturas para que a CPI seja instalada.

Morte de crianças

A Secretaria de Saúde e o Iges vêm sendo alvo de cobranças depois da morte de cinco crianças em menos de 60 dias no Distrito Federal. Os casos são investigados por suposta negligência pela polícia civil. Em um dos casos, Enzo Gabriel, de 1 ano, esperou por quase 12 horas pela chegada de uma ambulância que o levaria para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Relembre os casos:

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• 14 de abril: os pais de Jasminy Cristina de Paula Santos, 1 ano, tentaram atendimento pelo Samu após ela passar mal, mas não havia ambulância para atender a bebê. Em mais uma tentativa, os pais levaram a criança até a UPA do Recanto das Emas no mesmo dia. A menina recebeu classificação laranja, mas a unidade só atendia pacientes com classificação vermelha. A bebê passou o dia na UPA, mas à noite teve piora no quadro, com febre e baixa saturação. Uma médica chegou a pedir a internação da criança na ala pediátrica, mas Jasminy não resistiu e morreu na unidade. O caso é investigado Polícia Civil.

• 27 de abril: um bebê morreu após a mãe ter que esperar 14h para realizar o parto no Hospital Regional de Sobradinho. Segundo a mãe, Margarete dos Santos, ela teria chegado ao hospital por volta de 1h30 da manhã, e a equipe médica disse que não havia dilatação suficiente. Ela afirma que os médicos tentaram induzir o parto, que só aconteceu às 15h. A mãe diz que durante a espera solicitou um parto cesárea, mas o pedido foi negado. Os pais foram informados de que o bebê nasceu com o cordão umbilical enrolado em duas voltas no pescoço e que ele teria defecado dentro da barriga da mãe, dando início ao processo de sofrimento fetal. O caso é investigado Polícia Civil.

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• 15 de abril: os pais de Anna Julia Galvão, 8 anos, procuraram atendimento médico para a criança após ela apresentar tosse, dor nas costas, febre e dificuldade para respirar. A menina chegou por volta das 18h na UBS 7 da Ceilândia, mas foi atendida apenas às 3h da manhã do dia seguinte. Os médicos pediram exames para a menina, mas Anna Julia teve piora no quadro e os pais a levaram para a UBS 1 de Ceilândia. Ela foi atendida às 2h da manhã do dia 17, com pedido de outros exames. No entanto, o quadro de Anna Julia piorou uma segunda vez, e ela foi encaminhada ao HMIB (Hospital Materno Infantil de Brasília). Ela chegou ao hospital em estado gravíssimo. A equipe médica tentou entubá-la, mas ela morreu. O caso é investigado Polícia Civil.

• 14 de maio: a família de Enzo Gabriel, 1 ano, o levou à UBS de Taguatinga após o menino apresentar dificuldade para respirar. Com estado grave de saúde, Enzo Gabriel foi transferido para a UPA do Recanto das Emas. De lá, o menino seria levado para uma UTI no HMIB. Contudo, o bebê morreu enquanto aguardava o transporte, que demorou mais de 12 horas para chegar à UPA. Enzo Gabriel havia sido diagnosticado com dengue aguda, pneumonia com derrame pleural (acúmulo de líquido entre os tecidos que revestem os pulmões e o tórax) e estava entubado enquanto aguardava a transferência. O caso é investigado Polícia Civil.

• 21 de maio: a bebê Aurora, de 3 dias de vida, morreu devido a complicações no parto. A mãe, Isadora Cristina de Souza Saeta, depois de tentativas dos médicos de induzir o parto por mais de 24h, passou por uma cirurgia cesárea de emergência e a bebê nasceu sem batimentos cardíacos. Aurora passou por reanimação e chegou a ser internada por três dias, mas não resistiu às complicações. O caso é investigado Polícia Civil.

Reunião sobre transporte público

Ainda nesta quarta, deputados se reúnem com o Secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno José Andrade Gonçalves, e representantes das principais empresas de transporte público para discutir os métodos de pagamento da tarifa de transporte. O objetivo é esclarecer os planos do GDF para retirar as cédulas de dinheiro dos ônibus a partir de 1º de julho, conforme foi publicado em edição do Diário Oficial do DF neste mês.

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