Sem resposta sobre prorrogação, CPMI do INSS entra na última semana
Com mais de 5.000 páginas, relatório deve ser apresentado na próxima quarta-feira
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A CPMI do INSS entra na sua última semana e a expectativa de uma possível prorrogação é cada vez menor. Os membros da comissão aguardam uma resposta do STF (Supremo Tribunal Federal), que foi acionado após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), não “dar o aval” para que os trabalhos continuassem.
A espera ocorre em meio a sucessivos cancelamentos de depoimentos agendados, por decisões de ministros do Supremo, o que acabou resultando em sessões esvaziadas nesses últimos dias de investigações das fraudes em pagamentos de beneficiários do INSS.
O R7 conversou com parlamentares que defendem que os trabalhos sejam estendidos.
O vice-presidente da CPMI, Duarte Jr. (PSB-MA), acredita que, apesar dos bons resultados, as apurações poderiam avançar mais.
“A sensação é de dever cumprido. A gente conseguiu fazer com que a CPMI não acabasse em pizza. Pessoas tidas como intocáveis, poderosos, foram presas. Conseguimos devolver mais de R$ 3 bilhões, com atuação séria, conjunta, com outras instituições como a PF”, comenta o deputado.
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também tem esperança de que a prorrogação aconteça.
“Eu espero, sinceramente, que o ministro André Mendonça prorrogue. Eu tenho muita fé, muita esperança que ele prorrogue, porque está chegando nos poderosos agora e tem muita gente já aprovada para vir, tem muitos sigilos chegando ainda. E a estratégia é o quê? É esvaziar. Mas quem está querendo esvaziar são justamente os poderosos”, avalia.
Já o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) diz que a interferência do Supremo tem atrapalhado os trabalhos da comissão e uma possível prorrogação pode até ser prejudicada.
“A gente fica bastante decepcionado, porque também não adianta você prorrogar a CPMI se os convidados, os convocados, ficam livres para comparecer ou não“, argumenta.
Próximos passos
O relatório, que, segundo o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) já está pronto para ser apresentado na quarta-feira (25), tem mais de 5.000 páginas.
Ao todo, o documento pedirá o indiciamento de 200 pessoas, incluindo nomes que não prestaram depoimento à CPMI.
“Desde o primeiro depoimento na CPMI, nós estamos produzindo um relatório baseado em documentos, dados e depoimentos. É um relatório que vai trazer robustez na apreciação dos dados”, diz o relator.
No entanto, ele cita as dificuldades que a comissão encontrou durante o seu funcionamento.
“Primeiro, testemunhas que não compareceram por autorização judicial; segundo, documentos que foram retirados de nossas análises. Há necessidade de prorrogação do prazo“, afirma Gaspar.
Justamente por causa das decisões judiciais, o colegiado provavelmente vai acabar sem receber Daniel Vorcaro e a expectativa para esta segunda-feira (23) é ouvir a ex-namorada do banqueiro Martha Graeff.
Ainda não há informações sobre o comparecimento da influenciadora digital, que mora em Miami, nos Estados Unidos, mas em entrevistas, o seu advogado, Lucio de Constantino, já afirmou que Martha ficou muito abalada com os vazamentos das mensagens íntimas entre ela e Vorcaro.
Segundo ele, não há motivos para o seu depoimento, já que sua cliente nunca esteve envolvida nos negócios do então namorado.
O R7 entrou em contato com a defesa de Martha, mas não obteve resposta sobre a sua ida ao Senado.
Também está na pauta da reunião de segunda o presidente da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), Rodrigo Ortiz D´Avila Assumpção.
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