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Senador escreve carta, bate de frente com decisões do STF e fala em interferência no Congresso

Em texto manuscrito, presidente da CPMI do INSS defendeu atuação do colegiado e criticou medidas judiciais que ‘limitam’ Parlamento

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília, e Gabriela Milanezi, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O senador Carlos Viana critica decisões do STF sobre a CPI que investiga irregularidades no INSS.
  • Ele defende a atuação da comissão e fala em interferências que limitam o Parlamento.
  • Viana reafirma a inviolabilidade parlamentar e a independência dos Poderes, prometendo continuar as investigações.
  • A CPMI do INSS busca prorrogar seus trabalhos devido à grande quantidade de documentos e informações a serem analisadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Viana luta por depoimento de Vorcaro José Cruz/Agência Brasil

Em um texto escrito à mão e direcionado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Carlos Viana (Podemos-MG) voltou a criticar decisões da Corte que afetam a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Na carta, divulgada pelas mídias sociais, o presidente do colegiado defendeu a atuação da comissão e falou em “interferências que limitam o exercício de uma prerrogativa constitucional do Parlamento brasileiro”.


Senador defendeu sua atuação na comissão Imagem cedida à RECORD/Reprodução - 19.03.2026

Viana mencionou, ainda, a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, que liberou a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, de comparecer à CPMI do INSS. A empresária havia sido convocada para depor sobre empréstimos consignados concedidos pela instituição financeira a aposentados e pensionistas.

Além disso, na terça-feira (17), o ministro André Mendonça proibiu a comissão de acessar dados do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendidos e armazenados em uma sala-cofre no Congresso Nacional.


“Não há qualquer irregularidade em minha atuação. A Constituição é clara. O artigo 53 garante a inviolabilidade parlamentar, e o artigo 2º assegura a independência entre os Poderes. Esses limites não são negociáveis. Enquanto isso, sigo cumprindo meu dever: conduzir uma investigação que começa a incomodar quem nunca quis ver a verdade aparecer”, escreveu o senador na carta.

O senador também reforçou que as investigações do colegiado vão continuar e acrescentou que a “CPMI não aceitará a perda das prerrogativas constitucionais”.


Prorrogação

Recentemente, Viana e o relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), apresentaram ao STF pedido para prorrogar em 120 dias os trabalhos da comissão. Sorteado relator do mandado de segurança apresentado pelo colegiado à Corte, André Mendonça ainda não emitiu decisão.

No documento encaminhado ao STF, os parlamentarem informaram que a Mesa Diretora do Congresso Nacional não recebeu nem leu o requerimento, aprovado em sessão conjunta, que pede a prorrogação dos trabalhos — passos necessários para a medida.


A princípio, a CPMI do INSS deve concluir os trabalhos até 28 de março. Porém, uma das justificativas dos congressistas para estender as atividades é a quantidade de documentos sob análise. O colegiado apura as possíveis fraudes que levaram a descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas.

Os integrante da CPMI mencionaram, ainda, haver milhares de dados e informações obtidos a partir de quebras de sigilo fiscal e bancário, bem como dados de diversas pessoas físicas e jurídicas, que são avaliados pela comissão.

Um exemplo é a quebra de sigilo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cujo conteúdo tem mais de 400 gigabytes de informações, segundo os parlamentares.

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