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Senadores pedem a Moraes prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro

Petição cita quadro clínico grave e a recente queda do ex-presidente na cela da Superintendência da Polícia Federal

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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SP - BOLSONARO/PRISÃO/PF/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 06/04/2025  do ex- presidente Jair Bolsonaro durante  ato da   direita na Avenida Paulista, região do centro sul de São Paulo. Bolsonaro foi   preso na manhã de sábado, 22 de novembro de 2025, pela Polícia Federal, em   Brasília. Na decisão em que determinou sua prisão, o ministro do Supremo Tribunal   Federal (STF), Alexandre de Moraes, disse que o ex-presidente violou uso de   tornozeleira eletrônica e tinha "elevado risco de fuga". A decisão ainda não marca   o início do cumprimento da pena de reclusão.   06/04/2025 - Foto: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
No texto enviado ao STF, parlamentares ressaltam sequelas da facada sofrida por Bolsonaro GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 6.4.2025

Um grupo de senadores apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A petição é dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo Bolsonaro, e afirma que o estado de saúde do ex-presidente é grave, complexo e incompatível com a manutenção da prisão.


O documento foi protocolado nesta quarta-feira (6) e é assinado por parlamentares como Tereza Cristina (PP-MS), Wilder Morais (PL-GO) e Magno Malta (PL-ES). Eles sustentam que a custódia, na sede da Polícia Federal em Brasília, representa risco concreto à vida do ex-presidente

No documento, os senadores ressaltam que Bolsonaro apresenta múltiplas enfermidades de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica, algumas delas associadas às sequelas permanentes do atentado sofrido em 2018.


Segundo o texto, essas condições exigiriam monitoramento médico contínuo, vigilância permanente e resposta imediata a intercorrências — o que, de acordo com os signatários, não teria sido plenamente garantido durante a prisão.

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Os parlamentares citam ainda reiterados episódios de agravamento do estado e mencionam um fato considerado “de extrema gravidade”, ocorrido em 6 de janeiro de 2026.


De acordo com a petição, Bolsonaro teria sofrido uma queda com impacto na cabeça após uma crise, permanecendo em situação de vulnerabilidade até que familiares providenciassem socorro. O incidente é apontado como evidência de falha na vigilância e no atendimento imediato

Outro ponto destacado é a existência de soluços incoercíveis crônicos, condição clínica que, segundo o documento, demanda intervenções médicas frequentes e ajustes constantes de medicação.


Para os senadores, a ausência de acompanhamento permanente expõe o ex-presidente a risco real e imediato, o que poderia acarretar responsabilidade direta do Estado em caso de desfecho fatal.

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