Brasília Servidores públicos fazem nova mobilização por reajuste salarial

Servidores públicos fazem nova mobilização por reajuste salarial

Em ato na Esplanada, servidores pedem abertura de negociação e reclamam reajuste de 19,99% nos vencimentos

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília

Servidores pedem recomposição salarial de 19,99%

Servidores pedem recomposição salarial de 19,99%

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Servidores públicos federais seguem pressionando o governo pela abertura de negociação para reajuste salarial. Novo ato está marcado para esta quarta-feira (2), na Esplanada dos Ministérios. Eles pedem a recomposição de 19,99% referente à inflação acumulada dos três primeiros anos do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A concentração do ato deve começar às 9h no Espaço do Servidor. O protesto é organizado pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) e pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais), com apoio da Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União).

"Será uma atividade simbólica como parte do processo de mobilização pela recomposição emergencial, por ocasião do fim do recesso legislativo e dos tribunais superiores que retornam as suas atividades, e para forçar as audiências com que serão requeridas aos presidentes da Câmara e da Casa Civil", informou a Fenajufe.

O movimento começou depois que o chefe do Executivo sugeriu que o reajuste salarial seria apenas para servidores da PF (Polícia Federal), da PRF (Polícia Rodoviária Federal), da Polícia Penal e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). A intenção do governo de priorizar os policiais, sua base de apoio, irritou outras categorias do funcionalismo e desencadeou uma série de movimentos de greve como forma de protesto.

Agora, servidores ameaçam fazer uma greve nacional a partir de março caso não consigam negociar o aumento com o governo.

Greve no Banco Central

Os servidores do Banco Central também anunciaram que vão esperar uma resposta do governo sobre a recomposição salarial até o dia 23 de fevereiro. Caso contrário, a categoria deve debater a proposta de greve por tempo indeterminado a partir do dia 9 de março. 

Uma reunião virtual entre representantes dos servidores e o presidente da instituição, Roberto Campos, está marcada para esta quinta-feira (3).

"A última conversa com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi produtiva e positiva. Logo, temos uma boa expectativa para essa nova reunião de 3 de fevereiro. Contudo, as últimas declarações do presidente Bolsonaro, do deputado Ricardo Barros e dos ministros Ciro Nogueira e Paulo Guedes sugerem ainda que o reajuste será dado somente aos policiais federais, excluindo os servidores do BC. Por isso a categoria aprovou manter a paralisação até 9 de fevereiro", disse Fábio Faiad, presidente do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central).

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