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‘Só vou ficar contente quando os sacanas estiverem na cadeia’, diz Lula sobre fraudes no INSS

Presidente cobra punição aos responsáveis por descontos ilegais em aposentadorias e celebra restituição bilionária aos beneficiários

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula comenta sobre fraudes no INSS, reivindicando punição para os envolvidos.
  • 3,9 milhões de pessoas já receberam R$ 2,6 bilhões de volta por cobranças indevidas.
  • Esquema gerou R$ 6,3 bilhões em cobranças irregulares entre 2019 e 2024.
  • Operação Sem Desconto levou à exoneração do presidente do INSS após revelações sobre o caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula critica fraude que atingiu aposentados e diz que criminosos devem 'pagar na cadeia' Ricardo Stuckert/PR

Durante a cerimônia de entrega da Barragem Panelas II, no município de Cupira (PE) nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre as fraudes no INSS e destacou que 3,9 milhões de pessoas já receberam os valores cobrados indevidamente de volta, totalizando R$ 2,6 bilhões restituídos. “Mas eu não me contento, porque só vou ficar contente quando os sacanas que fizeram isso estiverem na cadeia, pagando o preço de roubar o dinheiro dos aposentados”, afirmou.

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Fraude no INSS

Entre 2019 e 2024, aposentados e pensionistas foram vítimas de um esquema que movimentou R$ 6,3 bilhões em cobranças irregulares feitas diretamente sobre seus benefícios, segundo a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União).

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A investigação ganhou notoriedade com a Operação Sem Desconto, que cumpriu 211 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal. O caso repercutiu no governo federal: após vir à tona que o então presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, estava entre os investigados, Lula determinou sua exoneração do cargo.

De acordo com as apurações, o esquema era conduzido por associações de classe que prometiam vantagens como assistência jurídica, convênios com academias e acesso a planos de saúde. Em troca, realizavam descontos diretamente na folha dos beneficiários. Para que isso fosse legal, seriam necessários o consentimento expresso dos aposentados e pensionistas e a formalização de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS, requisitos que, segundo os investigadores, não foram cumpridos.

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Em 2019, uma Medida Provisória tentou disciplinar o sistema, estabelecendo revisões periódicas para os descontos autorizados. Entretanto, após forte pressão do setor, o Congresso rejeitou a proposta em 2022, eliminando as regras que buscavam impor limites a esse tipo de operação.

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