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STF ‘atuou para impedir erosões constitucionais’ em momentos críticos, diz Fachin

Supremo retoma atividades nesta segunda-feira (2) após recesso; confira discurso do presidente da Corte durante cerimônia

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF retoma suas atividades nesta segunda-feira (2) após recesso de fim de ano.
  • Ministro Edson Fachin destacou a importância da responsabilidade institucional e respeito à Constituição.
  • Fachin afirmou que o Supremo atuou para impedir erosões constitucionais e preservar a democracia durante momentos críticos.
  • O tribunal se coloca como central no sistema institucional das decisões do Estado de Direito democrático.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma as atividades nesta segunda-feira (2) após recesso de fim de ano. Durante cerimônia, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, ressaltou que a Corte, assim como o Poder Judiciário, permaneceram atuantes durante o período de recesso, ainda que em regime de plantão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou presença no evento, assim como Hugo Motta, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado.


“Abrimos o ano judiciário de 2026 com plena consciência de que momentos de adversidades exigem mais do que discursos, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República. E conferem respeito à liberdade de expressão e de imprensa, que não são concessões, uma vez que estruturam o debate público e oxigenam a democracia. A crítica republicana não é mesmo ameaça à democracia”, disse Fachin.

Fachin destaca que ministros do STF respondem pelas escolhas que fazem Reprodução/Record News - 02.02.2026

O ministro garantiu que sociedades democráticas produzem continuadamente pressão por inclusão — política, social, econômica e simbólica. Segundo ele, quando os canais para exigências e mediação dos cidadãos saturam, quando a fragmentação partidária impede a formação de maiorias estáveis e quando a responsividade do sistema representativo cai abaixo de um limiar mínimo, a pressão não desaparece, ela se desloca.


“O protagonismo tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional. Os ministros respondem pelas escolhas que fazem. As decisões que nós todos tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos. Tudo isso importa”, destacou.

“É certo que este Supremo foi impulsionado e, ao mesmo tempo, colocou-se em direção ao centro do sistema institucional das decisões do Estado de Direito democrático. Nos momentos críticos, como na defesa do processo eleitoral e das urnas, o Tribunal atuou para impedir erosões constitucionais. Por isso, o Brasil tem lições de democracia a oferecer, porque preservou suas eleições sem ruptura e com respeito à Constituição”, afirmou.

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