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STJ nega pedido de habeas corpus e mantém prisão temporária de Milton Leite

Ex-vereador é alvo de investigação por conta do elo entre empresas de ônibus e o PCC (Primeiro Comando da Capital)

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STJ manteve a prisão temporária de Milton Leite, ex-vereador de São Paulo, por 30 dias, negando o pedido de habeas corpus.
  • Milton Leite é investigado por ligação entre empresas de ônibus e o PCC, sendo mencionado como responsável por operações controladas pela facção.
  • Após se entregar à polícia, Leite declarou inocência e afirmou confiar na justiça para provar sua inocência.
  • Uma casa ligada a Leite foi invadida, com documentos e HDs de segurança roubados; investigações apontam que várias empresas de transporte coletivo podem ser controladas pelo PCC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ex-vereador Milton Leite se entregou à polícia na última sexta-feira (18) Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo - 27.06.2024

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, nesta quarta-feira (23), um pedido de habeas corpus e manteve a prisão temporária de 30 dias do ex-vereador de São Paulo Milton Leite da Silva. A decisão, proferida pelo ministro Rogerio Schietti, indeferiu a contestação da defesa contra a ordem de prisão expedida pelo TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) no âmbito da Operação Decurio.

Alvo de investigação sobre o elo entre empresas de ônibus e o PCC (Primeiro Comando da Capital), o ex-vereador se entregou à polícia na última sexta-feira (18). De acordo com o despacho do STJ, Milton Leite é citado nominalmente por diversas vezes nas apurações como responsável direto pela operação de empresas controladas pela facção.

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Ao se entregar à polícia, o ex-vereador afirmou ser inocente de todas as acusações. “Eu acredito na Justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo que foi dito”, disse. Ele declarou ainda que “só se arrepende quem comete crime”. “Eu não cometi nenhum e nada devo”, completou.

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Casa invadida

No domingo (20), uma casa localizada no bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo — que, segundo documentos apreendidos pela Polícia Militar, pertence a Milton Leite — foi invadida por ladrões. Os criminosos levaram documentos e HDs que armazenavam imagens das câmeras de segurança do local.

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Segundo a polícia, o imóvel seria usado como uma espécie de escritório por Milton Leite.

Investigações

De acordo com as investigações, o ex-parlamentar seria o proprietário de fato da empresa de ônibus Transwolff, alvo da Operação Fim da Linha, do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), em 2024. A companhia foi investigada sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado.

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A Transwolff nega ligação com a facção e afirma que Leite nunca teve participação societária na empresa, nem atuou na gestão ou deu ordens a funcionários.

As investigações apontam ainda que 12 das 22 empresas que operam o sistema de transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo PCC.

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