Brasília Suspeitos usavam telefones de órgãos públicos para aplicar golpe

Suspeitos usavam telefones de órgãos públicos para aplicar golpe

Uma das vítimas é um idoso de 60 anos que teve prejuízo de R$ 14 mil; quatro mandados de prisão temporária foram cumpridos 

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires)

38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires)

Reprodução/Google

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Hemera com o intuito de prender um grupo de suspeitos de aplicar o golpe do Pix na manhã desta sexta-feira (13). As investigações apontaram que eles usaram mais de 154 linhas de telefone para cometer os crimes, até mesmo de órgãos públicos.

Ao todo, quatro mandados de prisão temporária foram cumpridos nos municípios goianos de Goianira, Aparecida de Goiânia e na capital. As investigações começaram em janeiro, depois que um idosos de 60 anos foi enganado pelos estelionatários.

Um dos investigados entrou em contato com a vítima pelo WhatsApp e fingiu ser o filho do idoso. Com a identidade falsa, ele afirmou que estava em dificuldade financeira e pediu ao homem que fizesse três transferências bancárias para ele via Pix.

Enganado, o idoso chegou a repassar R$ 14,9 mil ao criminoso em três contas diferentes. Duas delas estavam atreladas a uma mulher e a terceira a um homem. Segundo os investigadores, ele foi induzido pelo irmão a entrar no esquema.

Os fraudadores chegavam a receber de 5% a 10% do valor da transferência ao emprestar as contas bancárias para a prática do crime. O restante do valor era remetido a outro suspeito, que vivia em Goianira.

A polícia identificou que, para enganar as vítimas, o grupo usou, em apenas um mês, 154 chips de operadoras e estados diferentes. Pelo menos sete linhas eram do DF e três estavam habilitadas em nome do Ministério Público da União (MPU), ligado ao Ministério Público do Distrito Federal.

 A polícia do DF ajudou na operação. Os quatro presos estão em Goiás.

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