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Técnico teria injetado cloreto de potássio em paciente de 33 anos em hospital do DF

Três ex-funcionários do hospital foram presos por suspeita de envolvimento em mortes de pacientes

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um paciente de 33 anos morreu no Hospital Anchieta, possivelmente após cloreto de potássio ser injetado em sua veia.
  • Três ex-funcionários do hospital foram presos sob suspeita de homicídio doloso relacionado a mortes de pacientes.
  • A família do paciente relatou que ele estava em bom estado de saúde antes de complicações inesperadas durante a internação.
  • O hospital instaurou uma investigação interna e acionou as autoridades para esclarecer as circunstâncias das mortes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paciente foi internado em novembro e morreu em dezembro Hospital Anchieta/ reprodução - arquivo

Um dos pacientes do Hospital Anchieta cuja morte é investigada como suspeita pela PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) teria tido cloreto de potássio injetado na veia por um dos técnicos de enfermagem presos na última semana. O composto químico é usado na medicina quando o paciente tem deficiência de potássio e na agricultura como fertilizante. A informação teria sido repassada pelo hospital à família de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, que tinha 33 anos.

Segundo a família, Marcos foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 18 de novembro, sentindo fortes dores no estômago. A suspeita era de pancreatite. Porém, pouco tempo depois, entre os dias 18 e 19 de novembro, ele teve duas paradas cardíacas, o que causou estranheza à família, “uma vez que ele havia dado entrada na unidade em bom estado geral, caminhando e conversando normalmente”. Devido à complicação, ele precisou ser intubado e permaneceu internado em estado grave por 14 dias.


Mas, no dia 1° de dezembro, Marcos teve mais uma parada cardíaca e dessa vez não resistiu. O hospital informou que Marcos teria morrido da inflamação decorrente da suposta pancreatite. A família relata, no entanto, que na mesma semana a diretora do hospital entrou em contato falando que a morte estava sendo investigada como suspeita. Segundo o relato, o hospital teria informado que um técnico de enfermagem teria injetado cloreto de potássio na veia de Marcos.

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O escritório de advocacia Vagner de Paula, que representa a família, disse acompanhar o caso. “Estamos trabalhando por justiça em face da perda de um ente muito querido, que gerou saudade e luto imensurável para toda a família. É importante esclarecer que, as investigações e o depoimento do réu apontam para um homicídio doloso, ou seja, intencional, por parte do técnico de enfermagem, diferentemente das afirmações que circulam nos veículos de comunicação, que descrevem o ato como um mero descuido ocorrido por confusão no momento de injetar o medicamento”, informou.


O que diz o hospital

Por meio de nota, o hospital afirmou que, ao detectar irregularidades, instaurou um comitê interno para reunir evidências contra os ex-técnicos de enfermagem, que foram demitidos. Também foi solicitada a abertura de um inquérito policial e de medidas cautelares à Justiça, incluindo a prisão dos suspeitos, que aconteceu na última segunda-feira (12) e quinta-feira (15).

O Anchieta informou, ainda, já ter entrado em contato com as famílias das vítimas para prestar esclarecimentos de forma “responsável e acolhedora”. Por se tratar de um caso que tramita em segredo de Justiça, a identidade dos envolvidos e detalhes técnicos das mortes não foram divulgados para não comprometer as investigações.


Leia a nota na íntegra:

O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.


Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.

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