Brasília Técnicos pedem fim de intervalo entre doses da gripe e da Covid

Técnicos pedem fim de intervalo entre doses da gripe e da Covid

Grupo do Ministério da Saúde pretende eliminar o prazo de 14 dias para aumentar a adesão vacinal. Pasta acatará sugestão

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

Pedro Ribas/SMCS/Ilustrativa

Para aumentar a adesão à Campanha Nacional de Imunização contra Gripe, técnicos do Ministério da Saúde querem eliminar o intervalo de duas semanas entre aplicações das vacinas contra a gripe e a Covid-19, possibilitando que ambas as doses possam ser recebidas no mesmo dia por quem procurar os postos médicos. A pasta acatará a recomendação e a expectativa é que uma nota técnica saia nos próximos dias, oficializando a alteração.

“A Câmara Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Cetai) apresentou um estudo mostrando que não há problema em lançar mão dessa estratégia [de intervalo entre as diferentes imunizações]”, afirmou o ministro-substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, nesta segunda-feira (27).

O objetivo, segundo Cruz, é “aproveitar que o cidadão que ja está no posto para tomar a segunda dose da (vacina contra a) Covid receba também a da gripe”, aumentado, assim, a adesão. A recomendação valerá para todas as faixas etárias do público incluído nas campanhas.

“Em breve soltaremos a nota técnica com todas as recomendações e o posicionamento oficial do ministério”, reiterou Cruz, sinalizando a concordância com a alteração proposta pela Cetai. A previsão é que essa publicação seja feita ainda esta semana, oficializando a eliminação do prazo entre as doses. Atualmente, a pasta recomenda 14 dias de diferença entre as duas imunizações.

Dose de reforço
Outro assunto tratado na última reunião da Cetai foi a ampliação da dose de reforço contra a Covid para os profissionais de saúde. A novidade já foi anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga, mas ainda precisa ser oficializada em publicação no Diário Oficial da União.

Segundo Cruz, a Janssen deve ser incluída no rol de possibilidades para servir de dose reforço, o que ainda não ocorreu por falta de um cronograma que assegure a oferta da vacina no Brasil. “Hoje, o que a gente tem disponível para as doses de reforço são as vacinas da Pfizer. São essas que a gente vai disponibilizar. Tão logo a gente tenha o cronograma de entrega de Janssen, elas poderão ser utilizadas como dose de reforço”, explicou o ministro-substituto.

A Janssen ainda não disponibilizou o cronograma de entregas oficial, mas Rodrigo Cruz adiantou que essa informação deve estar nas mãos da pasta ainda esta semana. Ele adiantou, no entanto, que a previsão é de entregas no último trimestre do ano.

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