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‘Temos todas as condições de manter o veto’, diz líder do PT na Câmara sobre PL da dosimetria

Projeto aprovado pelo Congresso deve ser vetado por Lula em cerimônia sobre os atos do 8 de Janeiro nesta quinta-feira

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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Lindbergh Farias afirma que vai mobilizar a sociedade com campanha contra a matéria Zeca Ribeiro/Agência Câmara - Arquivo

Com a expectativa de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto de Lei da Dosimetria nesta quinta-feira (8), o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (7) que é “plenamente possível” manter o veto presidencial.

Lula já afirmou publicamente que vai vetar o projeto, e a cerimônia organizada pelo Palácio do Planalto, que marca os três anos dos atos do 8 de janeiro de 2023, deve ser o momento escolhido pelo presidente.


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Segundo Lindbergh, será realizada uma grande campanha na sociedade, inclusive nas ruas, contra o projeto.

“A gente vai querer derrotar isso na Câmara. É um longo processo. Trinta e quatro votos, com um mês de antecedência, é um prazo bastante razoável para o governo trabalhar. Essa não é uma questão secundária, é uma questão central para a defesa da democracia brasileira”, declarou, em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados.


Aprovado às pressas no Congresso nos últimos dias de trabalho de 2025, o projeto, cujo objetivo é dar penas mais brandas aos envolvidos no 8 de Janeiro e no plano para a tentativa de golpe de Estado — uma alternativa à anistia —, passou na Câmara com 291 votos. O cálculo feito pelo petista é que 34 votos precisam ser revertidos para manter o veto do presidente Lula.

Agenda de 2026

Para o ano eleitoral, Lindbergh listou as prioridades do governo no Congresso Nacional no retorno das atividades parlamentares.


Segundo ele, depois da dosimetria, estão na lista o fim da escala 6x1, as duas principais pautas de segurança — PL antifacção e PEC da Segurança — e a medida provisória do programa Gás do Povo.

Segundo o deputado, após atritos no ano passado, ele tem conversado muito com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e acredita que a agenda de 2026 será mais tranquila.


Na entrevista, o líder ainda informou que entrou com uma representação na Polícia Federal contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido a falas sobre a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.

Nikolas, por exemplo, divulgou, no dia 4 de janeiro, uma montagem de Lula sendo preso por militares estrangeiros.

No documento, Lindbergh diz que os três são responsáveis por campanha que “cria grave ameaça de caráter coletivo e institucional”.

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