Toffoli pede para deixar relatoria do caso Master, e STF sorteia novo relator
Ministro estava pressionado a abandonar processo após perícia da PF no celular de Daniel Vorcaro encontrar menções a Toffoli
Brasília|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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O ministro Dias Toffoli pediu para deixar a relatoria dos processos ligados ao caso do Banco Master. A decisão foi anunciada em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira (12), após reunião dos dez ministros da corte.
O STF (Supremo Tribunal Federal) sorteou um novo relator, e o escolhido foi o ministro André Mendonça.
O encontro dos ministros foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.
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A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.
Contudo, segundo a nota divulgada após o encontro, o próprio Toffoli solicitou o envio dos processos à Presidência do STF “considerados os altos interesses institucionais”.
Na mesma nota, os ministros reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli até aqui e declararam não haver suspeição ou impedimento.
O texto também registra apoio pessoal ao ministro e destaca que ele atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
O que apontou o relatório da PF
Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou a Fachin o material produzido a partir da perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.
O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, entre eles diálogos com autoridades. A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados poderiam comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso.
Diante das informações, Fachin encaminhou o relatório à PGR para que o órgão elabore um parecer.
Leia a íntegra da nota do STF
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
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