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Toffoli sai, Mendonça entra no caso Master, mas áudios de celular de Vorcaro e outras provas seguem válidas

André Mendonça assume relatoria com poder para rever decisões e definir foro do inquérito

Brasília|Giovana Cardoso e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • André Mendonça assume a relatoria do caso Master após a saída de Dias Toffoli, mantendo a validade das provas coletadas.
  • Os ministros do STF reconheceram a plenitude dos atos praticados por Toffoli e não houve arguição de sua suspeição.
  • Mendonça tem o poder de rever decisões tomadas anteriormente e deve avaliar a continuidade do inquérito no STF ou sua remessa à primeira instância.
  • Documentos do celular de Daniel Vorcaro contêm menções a Toffoli e outros ministros, podendo afetar a imparcialidade do relator.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma das primeiras preocupações de André Mendonça é sobre manter caso Master no STF Gustavo Moreno/STF - 04.02.2026

Apesar da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, as investigações e provas coletadas até o momento não serão invalidadas. Inclusive os dados obtidos dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. Quem cuidará do processo agora, em escolha realizada por sorteio, é o ministro André Mendonça.

Nesta quinta-feira (12), os dez ministros da Corte declararam “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição” e reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli.

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O advogado criminalista Juliano Callegari explica que as evidências serão mantidas por ter tido uma avaliação do Supremo sobre a suspeita de envolvimento de Toffoli.

Na visão de Callegari, para evitar a crise de credibilidade institucional da Corte e prevenir a declaração de nulidade de todos os atos investigativos já praticados, os ministros decideram que Toffoli sairia voluntariamente da relatoria.

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Desta forma, não houve necessidade de reconhecimento formal de sua suspeição e sem anulação dos atos processuais já produzidos.

Porém, em caso de uma eventual declaração de suspeição de Toffoli poderia acarretar na nulidade de todos os atos do processo.

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“No Direito Processual Penal brasileiro, sempre que houver o acolhimento de uma exceção de suspeição de magistrado, o resultado será a nulidade dos atos por ele praticados no processo, conforme dispõe o artigo 101 do Código de Processo Penal”, disse Callegari.

O que Mendonça deve fazer agora

André Mendonça assume o comando do inquérito e tem prioridades para conduzi-lo. O primeiro passo deve ser analisar todo o material produzido desde novembro de 2025, quando a investigação chegou ao Supremo.

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A primeira ação deve foi chamar os delegados da Polícia Federal envolvidos no caso Master para uma conversa.

Entre os pontos centrais está a definição sobre o foro. Caberá ao novo relator avaliar se o caso deve continuar no STF ou se parte, ou a totalidade, das apurações precisa seguir para a primeira instância.

Mendonça também pode rever decisões anteriores. As determinações tomadas por Toffoli continuam válidas, mas o novo relator tem poder para reavaliar medidas adotadas no curso do processo.

Entre as possibilidades estão revisão do sigilo, análise sobre acesso a provas e eventual mudança no andamento das diligências envolvendo Daniel Vorcaro e familiares.

A partir dessas definições, o inquérito pode avançar no STF ou ter parte remetida à primeira instância, dependendo da avaliação jurídica do novo relator.

Como aconteceu a mudança

Após pedido de Dias Toffoli para deixar a relatoria, o caso passou por sorteio eletrônico e ficou sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

A mudança ocorreu depois de reunião dos dez ministros da Corte. Em nota oficial, o grupo declarou não haver cabimento para arguição de suspeição, com base no artigo 107 do Código de Processo Penal e no artigo 280 do Regimento Interno do STF.

Os ministros reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na Reclamação 88.121 e em processos vinculados. Também registraram apoio ao magistrado e destacaram inexistência de suspeição ou impedimento. Segundo o texto, Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Mesmo assim, o próprio ministro solicitou envio dos autos à Presidência para livre redistribuição, com base no artigo 21, inciso III, do Regimento Interno. A Presidência determinou as providências necessárias para extinção da arguição de suspeição e remessa ao novo relator.

O que acontece se PGR pedir suspeição de Toffoli

O advogado criminalista Jaime Fusco explica que caso seja comprovada a relação de Toffoli com os acusados de fraude no Master e prejuízo as outras partes, pode ser solicitado um pedido de suspeição.

Entretanto, o requerimento deverá ser apresentado pela PGR.

“O que o ministro André Mendonça poderia fazer, recebendo uma excessão de suspeição, é encaminhar para a relatoria do presidente do STF, que é competente para julgar as excessões de suspeição”, explica Fusco.

De acordo com o especialista, é um processo que fica vinculado. “Mas não corre no mesmo processo: ele corre separadamente”, completa.

Leia mais

O que trouxe o relatório da PF

Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro.

Segundo a corporação, foram encontrados documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do Supremo. O material inclui mensagens, áudios, fotos e registros de aplicativos, além de diálogos com autoridades.

A PF levantou hipótese de possível comprometimento da imparcialidade do relator. Após receber o documento, Fachin encaminhou o conteúdo à Procuradoria-Geral da República para elaboração de parecer.

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