Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

Toffoli se declara suspeito em julgamento no STF sobre prisão de Vorcaro

Segunda Turma analisará decisão de André Mendonça que determinou prisão preventiva do dono do Master

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A decisão de prisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, que apontou Vorcaro como líder de organização criminosa.
  • Existem indícios de tentativas de obstrução de investigações e ameaças a desafetos por parte do empresário.
  • Toffoli já havia se afastado de outros casos relacionados ao Banco Master devido a menções ao seu nome em investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DF - BANCO MASTER/CPI/STF/INSTALAÇÃO/TOFFOLI/RELATORIA - POLÍTICA - O ministro Dias Toffoli durante sessão plenária no Supremo   Tribunal   Federal (STF), em Brasília, na tarde desta quarta-feira, 11. Toffoli foi   sorteado relator da ação que pede a instalação da CPI do Banco Master na   Câmara dos Deputados.   11/03/2026 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Toffoli não vai participar de julgamento na Segunda Turma Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 11.3.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento na Segunda Turma que decidirá se mantém ou anula a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O julgamento está previsto para começar na próxima sexta-feira (13), no plenário virtual do colegiado. Fazem parte da Segunda Turma, além de Toffoli, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

‌

Nesta quarta-feira (11), Toffoli já tinha se declarado suspeito para analisar no Supremo um mandado de segurança que cobra da Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o banco. O ministro alegou “motivo de foro íntimo” para abrir mão do caso.

Ele usou a mesma justificativa para não participar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro.

‌

“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa.”

leia mais

Zanin vai relatar pedido sobre CPI

Após Toffoli se declarar suspeito quanto à ação que pede a criação de uma CPI sobre o Banco Master, Cristiano Zanin foi escolhido como relator após novo sorteio.

‌

O mandado de segurança foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão por não instalar a comissão, apesar de o requerimento ter reunido as assinaturas necessárias.

Toffoli havia deixado anteriormente a relatoria de processos relacionados ao Banco Master após o avanço de investigações da Polícia Federal, que encontraram menções ao nome do ministro em documentos localizados no celular de Vorcaro.

‌

Sobre negociações envolvendo um fundo ligado ao empresário, o ministro afirmou que a empresa da qual é sócio e que vendeu participação no Resort Tayayá, no Paraná, é administrada por parentes e que ele não participa da gestão do empreendimento nem das decisões comerciais.

Prisão de Vorcaro

Vorcaro está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Brasília. Ao decretar a prisão de Vorcaro, na semana passada, Mendonça apontou o banqueiro como líder de uma organização criminosa e afirmou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal.

Segundo Mendonça, as investigações indicam que o empresário tentou atrapalhar o trabalho de apuração da PF após sair da cadeia à época da primeira prisão dele, em novembro de 2025.

Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado para fraudar credores, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

A decisão também menciona indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, usado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos, além de suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações.

Mendonça ainda citou risco de fuga, afirmando que o empresário possui patrimônio no exterior e acesso a jatos privados, o que poderia facilitar eventual saída do Brasil.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.