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Valdemar diz que fim da reeleição não deve valer para eventual governo Flávio

Presidente do PL também defende mudanças na Constituição, diz que partido pretende disputar comandos da Câmara e do Senado

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que mudanças nas regras eleitorais, como o fim da reeleição, não se aplicariam a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
  • O PL não apoia uma nova Constituição, mas defende alterações em áreas como tributária e jurídica.
  • Valdemar destacou o crescimento do partido e a importância de alianças para a vitória de Flávio Bolsonaro, além de citar nomes como Nikolas Ferreira e Douglas Ruas.
  • Entre as prioridades do PL estão economia, segurança pública e manutenção do Bolsa Família, sem foco em pedidos de impeachment de ministros do STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Valdemar diz que mudança para mandato de 5 anos não atingiria Flávio Bolsonaro Marcello Casal Jr/Agência Brasil- 23.11.2022

Em entrevista à Record News, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que uma eventual mudança nas regras eleitorais que estabeleça mandato de cinco anos e fim da reeleição não valeria já para um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a medida seria aplicada apenas aos próximos candidatos. “Não acredito nisso. Seria para os próximos candidatos.”

Valdemar também afirmou que o PL não defende a elaboração de uma nova Constituição, mas considera necessárias alterações no texto constitucional em diferentes áreas, especialmente na legislação tributária e jurídica.

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“Não estamos falando [de uma nova Constituição]. Estamos falando de mudanças na Constituição na área tributária. Muitas áreas têm que ser revistas. Na área jurídica, então, isso vai ter que ser discutido pelos novos senadores e deputados.”

Ao avaliar o desempenho do PL no primeiro turno e a formação de alianças para a segunda etapa da eleição, Valdemar afirmou que o partido tem condições de vencer a disputa, mas rejeitou qualquer possibilidade de acomodação diante do cenário favorável à candidatura de Flávio.

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“Nós temos tudo para ganhar a eleição. A eleição, na minha opinião, está definida. Com a vinda desses partidos, vai ser o arremate final. Só que nós não podemos parar de trabalhar um segundo, trabalhar até o fim.”

Em outro momento da entrevista, o presidente do PL voltou a demonstrar preocupação com um eventual clima de “já ganhou”.

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“Não podemos ceder um milímetro. Temos que continuar trabalhando até o fim. O que tem animado a gente são os partidos aderindo à campanha do Flávio. Tem animado muito o nosso pessoal. Estamos caminhando para a vitória, não tenho dúvidas disso.”

Valdemar citou ainda o desempenho de Flávio em Minas Gerais e Goiás e afirmou que os apoios de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Cleitinho Azevedo devem ampliar a votação do candidato.

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Bancada do PL

Valdemar também falou sobre a composição do PL no Congresso. Segundo ele, a bancada do partido deve chegar a cerca de 30 senadores, considerando os suplentes.

Questionado sobre a possibilidade de o partido disputar as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, foi direto. “Não tenha dúvidas disso. Quem tem a maioria tem o direito de postular.”

Para o Senado, Valdemar citou o senador Rogério Marinho como nome do partido. Para a Câmara, afirmou que ainda não há definição. “Rogério Marinho para o Senado. Para a Câmara, não temos ainda.”

PL atribui crescimento a Flávio e Bolsonaro

O presidente do PL atribuiu o desempenho eleitoral da legenda ao resultado obtido por Flávio Bolsonaro e à influência do ex-presidente Jair Bolsonaro. “[Atribuo] ao desempenho do Flávio Bolsonaro, que tem sido muito bom. Ele está muito bem situado, está esclarecendo bem todo o trabalho dele. E também ao Jair Bolsonaro, que é um fenômeno.”

Valdemar também destacou a eleição de jovens nomes da direita, como Nikolas Ferreira e Pavanato. Segundo ele, o PL convenceu os dois a ingressarem na legenda.

Sobre Nikolas, afirmou que a votação superou as expectativas da sigla. “Esperávamos 2 milhões de votos para o Nikolas, mas não 3. E ele fez. O camarada nasce desse jeito. Não dá para ele ter todas essas experiências. Ainda vai fazer muito pelo nosso país.”

Rio de Janeiro

Ao comentar a eleição de Douglas Ruas, Valdemar afirmou que o Rio de Janeiro precisa de uma recuperação e disse esperar que o novo integrante do PL tenha autonomia para governar.

“Muito importante. O Rio de Janeiro precisa de uma recuperação forte, não teve sorte nas últimas administrações e nem na nossa. Nós esperamos que o Douglas, temos certeza que vai ter autonomia e vai fazer um excelente governo. Não tenho dúvida disso. Gente do batente, trabalho, da luta.”

Segundo Valdemar, o tamanho da bancada do PL no Congresso também será importante para o estado. “Temos uma bancada grande, deputados estaduais, federais, dois senadores. É muito importante para nós e para o Rio de Janeiro, porque o Rio merece uma chance.”

Economia e segurança

Entre as prioridades do partido para um eventual governo, Valdemar colocou a economia em primeiro lugar. Na sequência, citou mudanças na área de segurança pública, incluindo a discussão sobre maioridade penal e o sistema prisional.

Segundo ele, Flávio deverá tratar o tema como uma das prioridades: “Depois, acabar com a maioridade penal, presídios. Flávio vai cuidar disso pra valer. Temos que tirar essa gente da rua.”

Valdemar também defendeu redução dos juros, controle dos gastos públicos e manutenção do Bolsa Família, combinada à criação de empregos. “O povo quer mudança.”

Sobre a possibilidade de o PL priorizar pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Valdemar negou que essa seja uma prioridade da legenda.

“Não, do PL não. Isso é problema do Senado. Não existe esse desejo por nossa parte. O que queremos é que o Brasil vá para frente, se desenvolva e que a gente possa diminuir esse batalhão de pobres que existe no Brasil e que vive de Bolsa Família. Temos que manter o Bolsa Família, mas também criar empregos.”

Eduardo Bolsonaro

Questionado sobre o mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro, Valdemar afirmou que ainda não tinha acompanhado o caso.“Não acompanhei, não sabia disso, vou avaliar.”

O dirigente também comentou a mudança de estratégia da campanha de Lula, com maior presença nas redes sociais e aproximação com o público jovem. Para Valdemar, trata-se de um movimento natural das campanhas na tentativa de ampliar o eleitorado.

“O pessoal do marketing está fazendo trabalho para conquistar mais gente, gente nova, gente que não vota neles. Trabalho normal, natural. É uma guerra de todos os lados. Isso não vai parar até o final. Foi muito equilibrada a eleição.”

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