Veja quem são os condenados pela trama golpista que já estão presos
De 29 condenados, 23 estão na cadeia ou em prisão domiciliar
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Em 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou os julgamentos de todos os núcleos da trama golpista. Foram condenadas 29 pessoas envolvidas na tentativa de golpe de Estado após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Desse total, 23 já foram presas e estão na cadeia ou em prisão domiciliar.
O último a ser preso foi Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Ele foi detido nessa sexta-feira (2), em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27). Segundo decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-assessor violou a medida cautelar que o proibia de acessar redes sociais.
A condenação de Martins foi fixada em 21 anos e seis meses. Devido à possibilidade de recursos, ele permanece em prisão preventiva, decisão que foi ratificada em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira.
O ex-assessor integra o chamado núcleo 2 da investigação sobre a tentativa de golpe. No entendimento do STF, o grupo teria atuado na operacionalização da tentativa de ruptura institucional.
Outros condenados
Na semana passada, o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, foi preso após tentar embarcar, com documentos falsos, no aeroporto de Assunção, no Paraguai. Ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão. Segundo o Supremo, ele agiu para dificultar a votação de eleitores, principalmente no Nordeste. Depois disso, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de outros condenados.
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Dois foragidos
Apenas seis dos 29 condenados não estão presos, sendo dois foragidos: Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Abin, e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.
Ainda aguardam em liberdade os coronéis do Exército Márcio Nunes de Resende Jr. e Reginaldo Abreu, e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr.
O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto.
Confira a lista dos condenados presos:
Núcleo 1
Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa
Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional - prisão domiciliar
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
Núcleo 2
Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência da República
Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência
Mário Fernandes, general da reserva do Exército
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal
Marília Alencar, delegada da Polícia Federal (PF) e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça - prisão domiciliar.
Núcleo 3
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército - prisão domiciliar
Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército - prisão domiciliar
Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército
Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército
Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército - prisão domiciliar
Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal
Núcleo 4
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército – prisão domiciliar
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército
Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal
Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército – prisão domiciliar
Ailton Moraes Barro, ex-major do Exército – prisão domiciliar
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