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Veja quem são os condenados pela trama golpista que já estão presos

De 29 condenados, 23 estão na cadeia ou em prisão domiciliar

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, o STF condenou 29 pessoas envolvidas na tentativa de golpe após as eleições de 2022.
  • 23 dos condenados já estão presos, seja na cadeia ou em prisão domiciliar.
  • Recentemente, Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, foi preso por violar medidas cautelares.
  • Apenas seis condenados permanecem em liberdade, incluindo dois foragidos e coronéis do Exército.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Filipe Martins, Jair Bolsonaro e Braga Netto estão presos
Filipe Martins, Jair Bolsonaro e Braga Netto são alguns dos condenados que estão presos Arthur Max/MRE, Fabio Pozzebom/Agência Brasil e José Dias/PR

Em 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou os julgamentos de todos os núcleos da trama golpista. Foram condenadas 29 pessoas envolvidas na tentativa de golpe de Estado após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Desse total, 23 já foram presas e estão na cadeia ou em prisão domiciliar.

O último a ser preso foi Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Ele foi detido nessa sexta-feira (2), em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar desde o último sábado (27). Segundo decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-assessor violou a medida cautelar que o proibia de acessar redes sociais.


A condenação de Martins foi fixada em 21 anos e seis meses. Devido à possibilidade de recursos, ele permanece em prisão preventiva, decisão que foi ratificada em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira.

O ex-assessor integra o chamado núcleo 2 da investigação sobre a tentativa de golpe. No entendimento do STF, o grupo teria atuado na operacionalização da tentativa de ruptura institucional.


Outros condenados

Na semana passada, o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, foi preso após tentar embarcar, com documentos falsos, no aeroporto de Assunção, no Paraguai. Ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão. Segundo o Supremo, ele agiu para dificultar a votação de eleitores, principalmente no Nordeste. Depois disso, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de outros condenados.


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Dois foragidos

Apenas seis dos 29 condenados não estão presos, sendo dois foragidos: Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Abin, e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.

Ainda aguardam em liberdade os coronéis do Exército Márcio Nunes de Resende Jr. e Reginaldo Abreu, e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr.


O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto.

Confira a lista dos condenados presos:

Núcleo 1

Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa

Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional - prisão domiciliar

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa

Núcleo 2

Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência da República

Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência

Mário Fernandes, general da reserva do Exército

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal

Marília Alencar, delegada da Polícia Federal (PF) e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça - prisão domiciliar.

Núcleo 3

Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército - prisão domiciliar

Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército - prisão domiciliar

Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército

Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército

Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército

Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército - prisão domiciliar

Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal

Núcleo 4

Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército – prisão domiciliar

Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército

Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal

Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército – prisão domiciliar

Ailton Moraes Barro, ex-major do Exército – prisão domiciliar

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