Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Veja vídeo em que 'dama do tráfico' participa de reunião no Ministério dos Direitos Humanos

Luciane Barbosa Farias participou de encontro sobre combate à tortura no início do mês de novembro na capital federal

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

  • Google News
Luciane em encontro de combate à tortura
Luciane em encontro de combate à tortura

Vídeos publicados nas redes sociais mostram a participação de Luciane Barbosa Farias, esposa de um líder de facção criminosa e conhecida como “dama do tráfico amazonense”, no 4º Encontro Nacional dos Comitês de Prevenção e Combate à Tortura e Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura, promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O encontro ocorreu em 6 e 7 de novembro, em Brasília. Na ocasião, Luciane reclamou das revistas íntimas em prisões do país, o que classificou como "vexatórias". 

“Venho falar e trazer minha voz para os internos do estado do Amazonas, que pedem socorro, porque há muito tempo não têm direitos humanos dentro do sistema”, disse Luciane durante o evento. “Eu peço que seja vista a questão das visitas. Nós familiares, quando vamos visitar, temos problemas muito grandes com a revista vexatória”, completou.


Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp

Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp


Compartilhe esta notícia pelo Telegram

Assine a newsletter R7 em Ponto


Luciane é a esposa de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como Tio Patinhas, um dos líderes do Comando Vermelho, que foi preso em dezembro de 2022. Ela é condenada em segunda instância por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. No entanto, recorre em liberdade da sentença de dez anos de prisão.

Além de Luciane, participaram do evento representantes dos comitês estaduais, membros do Comitê Nacional, integrantes dos Mecanismos Estaduais e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, além de entidades da sociedade civil que atuam no enfrentamento às violações de direitos em espaços de privação de liberdade.


Recentemente, o Ministério dos Direitos Humanos custeou as passagens e as diárias na capital federal para que Luciane participasse da agenda. Em Brasília, a esposa do líder criminoso esteve duas vezes no Ministério da Justiça e Segurança Pública para encontros com gestores e secretários. Ao saber do episódio, a pasta, chefiada por Silvio Almeida, mudou as regras de segurança interna.

"O Comitê de Prevenção e Combate à Tortura, por meio do Ofício n° 233/2023, solicitou aos Comitês Estadual de Prevenção e Combate à Tortura dos estados que indicassem representantes para participação da atividade. O Comitê estadual do Amazonas, por sua vez, indicou Luciane Barbosa Farias como representante a participar do evento. Todos os convidados tiveram suas passagens e diárias custeadas", informou a pasta.

A obrigatoriedade de um cadastro com antecedência de 48 horas entrou no protocolo de acesso a reuniões no Ministério da Justiça. Os visitantes e acompanhantes deverão informar nome e CPF. Assim, será possível realizar uma checagem pela equipe de inteligência, outra etapa que será adotada para evitar casos como esse.

Apesar de reconhecer a visita, o ministério explicou que Luciane não foi a requerente da audiência, mas sim uma entidade de advogados. "A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes", disse a pasta em nota oficial.

Luciane esteve com o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, em março. Ele explicou que a audiência atendia a uma solicitação da Associação Nacional da Advocacia Criminal, feita pela advogada Janira Rocha, ex-deputada estadual no Rio de Janeiro. Em maio, ela participou de outro encontro para tratar do assunto. "Não houve qualquer outro andamento do tema", disse o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.