‘Verdadeira perseguição política’, diz mulher de Ramagem ao ser impedida de trabalhar online
Procuradora de Roraima diz sofrer “perseguição política” após ter salário suspenso e teletrabalho revogado
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Foragido nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem tem sido alvo de novos desdobramentos após sua esposa, a procuradora do Estado de Roraima, Rebeca, publicar um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (18). Na gravação, ela afirma estar sofrendo perseguição política e questiona a decisão do procurador-geral do Estado de suspender seu exercício funcional no regime de teletrabalho.
“É preciso enfrentar um leão por dia. Além de ter o meu salário suspenso por decisão do Supremo, sou obrigada a lidar, com profunda tristeza, com uma sequência de atos que configuram verdadeira perseguição política por parte do governo de Roraima”, afirmou.
Na publicação, Rebeca pede justiça e coerência por parte do governo estadual. Segundo ela, a junta médica teria inviabilizado a realização de perícia por telemedicina e, em seguida, o procurador-geral suspendeu seu regime de teletrabalho, determinando sua presença física para exercer atividades que, segundo afirma, são integralmente online.
“Os sistemas judiciais são digitais. Protocolos, audiências, despachos e reuniões ocorrem virtualmente. Não há justificativa técnica ou operacional para exigir presença física quando a própria natureza do trabalho é remota. Exerço minhas funções dessa forma desde 2016, sem qualquer prejuízo ao serviço”, declarou.
A procuradora acrescenta que aproximadamente um terço dos integrantes da carreira atua em regime de teletrabalho. “Ou seja, o modelo é aceito, menos para mim. Estou pedindo para trabalhar, mesmo com salário suspenso. Mantenho minha disposição de exercer minha função por compromisso com o serviço público”, completou.
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Condenação
Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal que apura a chamada trama golpista.
Em setembro do ano passado, ele deixou o país para evitar o cumprimento da pena e passou a morar em Miami, nos Estados Unidos.
Em janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição do ex-deputado. Em ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes — autor da solicitação —, a pasta informou que o documento foi entregue pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025. Não há prazo para análise do pedido.
Fuga com passaporte diplomático
Durante as investigações sobre a trama golpista, Ramagem foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar o país. No entanto, segundo a Polícia Federal, ele teria saído do Brasil pela fronteira com a Guiana e embarcado para os Estados Unidos utilizando passaporte diplomático.
No fim do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato do parlamentar. A Constituição prevê que a Casa oficialize a perda do mandato em caso de condenação criminal com trânsito em julgado.
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