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Vereador imita macaco para colega negro durante discussão na Câmara Municipal de Planaltina

Episódio foi registrado na transmissão oficial da sessão na cidade goiana; discussão entre os dois vereadores ficou acalorada

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Durante uma sessão na Câmara Municipal de Planaltina (GO), na segunda-feira (13), o vereador Professor Lincon (Cidadania) imitou um macaco enquanto discutia com o colega Carlim Imperador (PROS), que é negro. Os parlamentares debatiam as pautas locais quando a discussão ficou acalorada. O episódio foi registrado pela transmissão oficial da Casa (veja o vídeo abaixo). Lincon nega a acusação e diz que se expressou "a respeito do barulho e da confusão".

Lincon, que está vestido de preto, do lado esquerdo da imagem, gesticula com a mão e dá a entender que as palavras do vereador Carlim (de azul, no lado direito) não seriam relevantes. Depois, começa a imitar sons de macaco, e todos ficam em silêncio por alguns instantes.

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Carlim se manifestou sobre o episódio em um vídeo publicado numa rede social. Ele afirmou que foi hostilizado e que está "extremamente constrangido e ofendido". "Na hora, fiquei altamente envergonhado, constrangido, e não falei nada. Mas não paro de pensar nisso", desabafou. Carlim lembrou que novembro é o mês da Consciência Negra e disse que "é inconcebível que parta de um parlamentar, um professor, esse tipo de ofensa".

O presidente da Câmara, Raimundo Good's (União Brasil), alegou que a situação foi um "mal- entendido". O parlamentar disse que "de forma alguma o vereador professor Lincon se dirigiu ao vereador Carlim Imperador com injúrias raciais".

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"Se por ventura tivesse acontecido algo, eu, na condição de presidente da Câmara Municipal de Planaltina, teria tomado as medidas cabíveis, pois a Câmara Municipal, assim como seu representante, não coaduna com esse tipo de conduta", afirmou.

Em nota, Professor Lincon afirmou que não imitou macaco. "Não tive intenção de ofendê-lo pela cor de sua pele que, aliás, se parece com a minha. Todos que estavam lá perceberam isso, ninguém se manifestou ofendido e a sessão continuou", afirmou.

"Sou pardo, filho de pai negro e já dei aula para milhares de alunos das mais variadas raças, cores, etnias, religiões e gêneros e desafio que alguém encontre algo em minha história que indique que eu seria capaz de uma atitude racista", acrescentou Lincon.

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