Veto a supersalários é ‘uma questão de moralidade administrativa’, diz economista
Lula vetou texto aprovado pelo Congresso, que garantia salários a servidores que poderiam chegar a R$ 80 mil
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, nesta quarta-feira (18), os supersalários de servidores da Câmara, do Senado e do TCU (Tribunal de Contas da União), que haviam sido aprovados no começo do mês. No decreto, publicado no DOU (Diário Oficial da União), ficou bloqueada a licença compensatória, que permitiria que os salários chegassem à casa dos R$ 80 mil.
Além disso, o presidente também barrou o escalonamento de reajustes nos salários para 2027, 2028 e 2029, com a justificativa de que a lei de responsabilidade fiscal bloqueia a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato, que não podem ser cumpridas integralmente no prazo.

“Hoje, quando você analisa o trabalho no Brasil e compara o trabalho dos funcionários públicos, não vou aqui desmerecer, é um trabalho muito engrandecedor para o país, mas você tem 36, 37 milhões de brasileiros na Previdência Social ganhando em torno de R$ 2.000 contra um salário médio desses trabalhadores quatro vezes maior”, analisa o economista Miguel Daoud.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), Daoud pontua que, além do impacto nos gastos públicos, o veto também aplica uma “moralidade administrativa”. Uma vez que o texto aprovado no Congresso é visto como uma manobra para extrapolar o teto de salário estipulado pela lei, medidas de contenção são necessárias.
Além disso, o economista menciona que a decisão de Lula se alinha com as recentes decisões de Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a suspensão de penduricalhos pagos aos servidores dos Três Poderes.
“Como é que nós vamos organizar isso? Há muita dificuldade na lei, então precisa ser organizado para que isso não aconteça. Mas quer dizer, esse é o nosso país. Não tem outro jeito. O Brasil, no dia a dia, a gente tem que conviver, aliás, tem não, é obrigado a conviver com essa questão que, no meu ponto de vista, é de moralidade administrativa”, conclui.
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