Brasília Vice-presidente da Caixa renuncia após denúncias de assédio

Vice-presidente da Caixa renuncia após denúncias de assédio

Celso Leonardo Barbosa é investigado pelo Ministério Público do Trabalho por denúncias feitas por funcionárias

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Celso Leonardo Barbosa também deixa a Caixa após denúncias de assédio

Celso Leonardo Barbosa também deixa a Caixa após denúncias de assédio

Redes sociais/Reprodução

O vice-presidente de Negócios de Atacado da Caixa Econômica Federal, Celso Leonardo Barbosa, deixou o cargo nesta sexta-feira (1º). O banco emitiu nota em que comunica que acatou a carta de renúncia de Celso Leonardo Barbosa. Ele é investigado pelo Ministério Público do Trabalho por, supostamente, também estar envolvido em episódios de assédio.

A possibilidade de Barbosa ser afastado tinha começado a circular após ele também ser citado por funcionárias do banco em acusações de assédio. Um procedimento de investigação foi aberto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) na quarta-feira (29). Segundo o documento do MPT, Barbosa é suspeito de ser alguém que "causaria temor" às mulheres que trabalham na instituição.

No documento, o MPT também notifica a Caixa da obrigação de informar a relação de denúncias de assédio sexual enviadas ao canal interno do banco desde 2019, indicando o desfecho de cada uma delas. Confira:

Celso Leonardo Barbosa, MPT

Celso Leonardo Barbosa, MPT

Arte/R7

Barbosa era o braço direito do ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães, demitido após a divulgação de uma série de denúncias de assédio sexual e moral. As suspeitas foram reveladas pelo portal Metrópoles.

De acordo com as denúncias reveladas pelo portal, Pedro Guimarães teria assediado funcionárias do banco em eventos e viagens de trabalho, especialmente em ações do Caixa Mais Brasil, programa criado pelo executivo para dar visibilidade à Caixa em todo o país. Há denúncias de aproximação física e toques indesejados.

Fontes ouvidas pelo R7 no MPF confirmaram a investigação e afirmaram que as diligências estão sendo feitas sob sigilo na Procuradoria da República no Distrito Federal, já que o economista não tem foro privilegiado. A presidente do TCU, Ana Arraes, já confirmou a investigação da entidade sobre os mecanismos da Caixa para combater esse tipo de assédio.

Em nota, a Caixa disse que está avaliando as demandas do MPT e que enviará as respostas dentro do prazo da notificação, que é de dez dias. "O banco presta irrestrita colaboração com os órgãos de controle e fiscalização e está comprometido com a melhoria constante dos seus canais de denúncia e mecanismos de apuração e proteção aos empregados", informou.

Na manhã desta sexta-feira, a advogada Luciana Pires, que defende Barbosa, disse que "não existe nada em desfavor do vice-presidente", mas que "não vê impedimento no afastamento voluntário, embora ainda não tenha ocorrido [até aquele momento], para garantir a integridade e imparcialidade das investigações". 

Também durante a manhã, o ex-vice-presidente disse que estava "tudo bem" após ser questionado sobre a situação dele depois das denúncias. 

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