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Mendonça lamenta posição da PGR contra prisão de Vorcaro

PGR disse que não havia urgência para analisar medida, mas ministro alertou que demora seria ‘extremamente perigosa para a sociedade’

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro do STF, André Mendonça, criticou a PGR por não apoiar a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A PF apontou que Vorcaro tentava obstruir investigações e estava envolvido em ameaças a jornalistas e autoridades.
  • A PGR argumentou que não havia urgência para medidas cautelares, mas Mendonça destacou os perigos dessa demora para a sociedade.
  • Vorcaro e outros foram presos por tentativas de acesso ilegal a sistemas sigilosos da PF e de organismos internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro André Mendonça
André Mendonça mandou PF prender Daniel Vorcaro nesta quarta Luiz Silveira/STF - 26.2.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça criticou a PGR (Procuradoria-Geral da República) por não ser favorável à prisão preventiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, após a Polícia Federal mostrar que o banqueiro tentou atrapalhar as investigações sobre as fraudes envolvendo a instituição.

A PF pediu a prisão de Vorcaro ao detalhar que ele atuava como líder e mandante de atos de ameaça, coação e monitoramento de funcionários, jornalistas, autoridades e adversários comerciais. Ao opinar sobre a solicitação, a PGR pontuou que não haveria urgência para analisar os pedidos de medidas cautelares.


Mendonça não concordou com a postura da PGR. Na decisão que autorizou a prisão preventiva de Vorcaro e outras três pessoas, o ministro destacou que “lamenta-se que a PGR diga que não percebeu a indicação de perigo iminente”, acrescentando que a demora seria “extremamente perigosa para a sociedade”.

“As evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas porque se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas”, disse Mendonça.


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“Se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas”, enfatizou o ministro.

Mendonça também disse que, na tentativa de interferir nas investigações, Vorcaro e os outros três presos teriam acessado de forma indevida sistemas sigilosos da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e de organismos internacionais.


“Se as medidas requeridas pela Polícia Federal não forem acolhidas, em caráter de urgência, pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos apontados nestes autos, bem como dificultar, sobremaneira, a recuperação de ativos bilionários que foram desviados dos cofres públicos e de particulares atingidos pelos variados crimes contra o sistema financeiro nacional apurados nestes autos”, alertou Mendonça.

Nova prisão de Vorcaro

Vorcaro integrava com outros amigos uma estrutura criminosa chamada de “A Turma”, que atuaria dentro do esquema bilionário envolvendo o Banco Master.


Durante a manhã desta quarta-feira (4), a PF cumpriu mandados de prisão preventiva contra:

  • Daniel Vorcaro;
  • Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro;
  • Luiz Phillipi Mourão, empresário;
  • Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

Esse grupo, segundo a PF, atuava para obter de forma ilegal informações sigilosas, por meio de sistemas da Polícia Federal, Interpol, FBI e Ministério Público, e intimidar “inimigos” do esquema com credenciais de terceiros.

No relatório de Mendonça, são descritos núcleos dentro do esquema criminoso:

  • Núcleo financeiro responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
  • Núcleo de corrupção institucional voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
  • Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
  • Núcleo de intimidação e obstrução de Justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

Procurada pela reportagem, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades”, colaborando “de forma transparente com as investigações desde o início”.

“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, afirmou a defesa.

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