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Vorcaro planejou simular assalto, ‘dar um pau’ e ‘quebrar dentes’ de jornalista

O dono do Banco Master foi preso na manhã desta quarta-feira, durante nova etapa da Operação Compliance Zero

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso por ordenar a agressão a um jornalista.
  • Em conversas interceptadas, ele sugeriu simular um assalto para "quebrar os dentes" do profissional de imprensa.
  • A operação Compliance Zero investiga uma fraude bilionária envolvendo a criação de carteiras de crédito inexistentes.
  • Além de Vorcaro, outros integrantes da estrutura criminosa foram presos e mandados de busca foram cumpridos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro é apontado como mandante principal da organização criminosa Divulgação/ Banco Master

Em relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, publicado nesta quarta-feira (4), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta manhã, teria ordenado ao empresário Luiz Phillipi Mourão, também alvo de prisão preventiva, a “quebrar todos os dentes” de um jornalista, que seria um “inimigo” do grupo criminoso.

No documento, Mendonça descreve conversa entre Vorcaro e Mourão:


“Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”, escreve Vorcaro. “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, completa o banqueiro, sugerindo que o comparsa forjasse um crime contra o profissional de imprensa.

O mencionado jornalista é Lauro Jardim, que, na coluna que mantém na rádio CBN, comentou sobre o caso. “Ele me incluiu, planejou e autorizou uma ação contra mim, me monitorar, me perseguir. [...] Felizmente, isso não chegou a acontecer”, disse.


A Turma

Vorcaro e Mourão integram uma estrutura criminosa chamada de “A Turma”, que atuaria dentro do esquema bilionário envolvendo o Banco Master. Durante a manhã, a PF cumpriu mandados de prisão contra os dois investigados e outros dois integrantes do grupo: Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

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Procurada pela reportagem, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades”, colaborando “de forma transparente com as investigações desde o início”.


“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, escreveu.

Já os advogados de Zettel afirmaram que ele já se entregou às autoridades. “Tendo tomado conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, a defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades.”, declararam.


O R7 tenta contato com a defesa dos demais investigados.

Terceira fase da Operação Compliance Zero

Além das prisões preventivas, também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão na terceira etapa da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão Paulo Sérgio Neves e Belline Santana, dois funcionários do Banco Central. Os valores dos bens bloqueados e sequestrados durante esta fase da ação policial somam mais de R$ 22 bilhões.

O R7 tenta contato com os citados e o espaço segue aberto para posicionamentos.

A operação investiga a fabricação de carteiras de crédito “inexistentes” por instituições financeiras. Segundo a PF, esses títulos eram vendidos a outros bancos e depois substituídos por ativos sem lastro, mascarando prejuízos e movimentando valores bilionários. As apurações começaram em 2024, após pedido do Ministério Público Federal.

Núcleos do esquema

No relatório de Mendonça, são descritos núcleos dentro do esquema criminoso:

  • Núcleo financeiro responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
  • Núcleo de corrupção institucional voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
  • Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
  • Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

As investigações também apontam que o grupo mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas, por meio de sistemas da Polícia Federal, Interpol, FBI e Ministério Público, e à intimidação de “inimigos” do esquema com credenciais de terceiros.

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