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Vorcaro recebe visita dos pais em meio a tratativas de delação premiada

Preso desde o início do mês, ex-banqueiro recebeu visita dos pais enquanto negocia delação premiada com PF e PGR

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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Ex-banqueiro tem visita familiar enquanto negocia delação Divulgação/Banco Master

O dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, recebeu nesta terça-feira (31) a segunda visita do pai, Henrique Vorcaro, desde que foi preso no início do mês sob suspeita de crimes financeiros na gestão do banco. A mãe de Vorcaro, Aline, também estava presente.

Detido inicialmente em um presídio federal de segurança máxima, ele foi transferido no dia 19 de março para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para negociar um acordo de delação premiada com a PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República). Foi alocado em uma cela de Estado-Maior que havia sido preparada para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Após a transferência, ele passou a receber visitas de familiares às terças-feiras, dia permitido pela administração da PF. Seus pais foram ao local pela primeira vez na semana passada e voltaram à PF nesta terça. Eles chegaram por volta das 10h e deixaram o local pouco depois das 11h.

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A visita do pai ocorre em meio às tratativas para a delação premiada. Desde a semana passada, Vorcaro tem discutido com sua equipe de defesa a construção dos temas a serem apresentados na delação.

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Além disso, Vorcaro já sinalizou que deseja negociar uma proteção para a sua família no acordo de colaboração. Isso porque o pai e a irmã, Natália, entraram na mira da Polícia Federal sob suspeita de terem se beneficiado de desvios do Banco Master.

A ideia da equipe do ex-banqueiro é negociar uma cláusula para que eles não respondam por crimes envolvidos nesses fatos.

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Isso, porém, vai depender do andamento das negociações. Em conversas com interlocutores, Henrique Vorcaro tem dito que não quer ser incluído como delator sob a justificativa de que não cometeu nenhum crime no caso. Caso a PGR e a PF exijam que ele admita a prática de algum delito, essa exigência pode travar o avanço das negociações.

A perspectiva traçada pela equipe de defesa é que, em 45 dias, o escopo inicial do acordo seja apresentado à PF e à PGR. A partir desse momento é que seria possível negociar as condições do acordo, como cumprimento de pena e devolução dos recursos.

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