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Vorcaro: secretaria diz que não vai gravar visitas de advogados, mas alerta para risco ao sistema prisional

O dono do Banco Master se encontra no presídio federal de Brasília, onde gravações são padrão

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) não gravará visitas de advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, seguindo decisão do STF.
  • Essa decisão foi solicitada pela defesa de Vorcaro após vazamentos de mensagens do banqueiro.
  • A Polícia Penal Federal se opõe à flexibilização do monitoramento das conversas, citando riscos à segurança do sistema prisional.
  • O sistema penitenciário federal requer protocolos rigorosos devido à periculosidade dos presos que custodia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vorcaro está preso em presídio de segurança máxima em Brasília Reprodução/SAP - Arquivo

A Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, informou que vai cumprir a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça de proibir que as conversas na prisão entre o banqueiro Daniel Vorcaro e os advogados dele sejam gravadas.

O ministro tomou a decisão após solicitação da defesa do dono do Banco Master, que fez o pedido devido ao recente vazamento de mensagens extraídas do celular do banqueiro. Vorcaro está preso de forma preventiva na Penitenciária Federal de Brasília, onde as gravações de conversas entre presos e advogados são padrão.


A secretaria destacou, contudo, que a Polícia Penal Federal manifestou-se de forma contrária à flexibilização do monitoramento dos atendimentos jurídicos e à entrada de documentos.

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Segundo a Senappen, a Polícia Penal foi contra os pedidos “por entender que tais procedimentos constituem medida estruturante do Sistema Penitenciário Federal, essencial para a preservação da segurança institucional, a prevenção de comunicações indevidas e a integridade do modelo de custódia adotado nas unidades federais”.


A secretaria também destacou que o Sistema Penitenciário Federal foi estruturado para a custódia de presos com perfil específico, “cuja periculosidade e capacidade de articulação exigem regime disciplinar rigoroso e protocolos de segurança estritos e padronizados”.

“Alterações em protocolos operacionais que estruturam o funcionamento do sistema representam fator de preocupação para a Polícia Penal Federal, pois impactam diretamente o modelo de segurança que orienta o Sistema Penitenciário Federal que foi concebido para operar sob regras uniformes e rigorosas de controle de contatos”, afirmou o órgão.

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