Brasília Zanin dá ao Congresso prazo para se manifestar sobre uso de ferramentas de espionagem

Zanin dá ao Congresso prazo para se manifestar sobre uso de ferramentas de espionagem

O ministro mandou o caso para ser analisado diretamente pelo Plenário após ação apresentada pela PGR

  • Brasília | Gabriela Coelho, do R7, de Brasília

Zanin dá prazo para Congresso sobre monitoramento secreto

Zanin dá prazo para Congresso sobre monitoramento secreto

Marcos Oliveira/Agência Senado

Na esteira das recentes operações contra monitoramento ilegal da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu um prazo de dez dias para que o Congresso Nacional preste informações sobre a regulamentação do uso de ferramentas de monitoramento secreto (softwares espiões) de aparelhos de comunicação pessoal, como celulares e tablets, por órgãos e agentes públicos.

O ministo mandou o caso para ser analisado diretamente pelo plenário do Legislativo. O pedido de informações é medida de praxe e foi motivado após ação apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). 

De acordo com a ação, apesar de avanços na legislação para proteger a intimidade, a vida privada e a inviolabilidade do sigilo das comunicações pessoais, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), ainda não há uma regulamentação sobre programas de infiltração virtual remota.

"É que, a partir dos mais recentes avanços tecnológicos, houve uma proliferação global de ferramentas de intrusão virtual, utilizadas no âmbito de serviços de inteligência e de órgãos de repressão estatais, para a vigilância remota, secreta e invasiva de dispositivos móveis de comunicação digital, sob o pretexto do combate ao terrorismo e ao crime organizado", diz a PGR. 

A Procuradoria pede que o STF fixe prazo razoável para que o Congresso Nacional edite norma para regulamentar o tema. "O ponto central da controvérsia que a presente ação cinge-se ao uso secreto e abusivo desses softwares e ferramentas, sem autorização judicial, tampouco limites ou salvaguardas, de forma contrária à tutela do interesse público e aos deveres de proteção dos direitos fundamentais, que se impõem em um Estado de direito." 

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