Acidentes elétricos são comuns em blocos de rua; saiba cuidados necessários para se proteger
Presidente da Abradee alerta para altura máxima de trios elétricos e riscos das serpentinas metálicas
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante o final de semana, blocos de pré-Carnaval geraram cenas de alegria e festa por todo o país, entretanto, casos de destruição e insolação também foram registrados. Uma grade de proteção foi derrubada e várias pessoas precisaram de ajuda médica enquanto participavam de dois grandes blocos na região da Rua da Consolação, na cidade de São Paulo. Ao longo da tarde foi proibido o acesso de foliões na região e o prefeito anunciou um aumento no número de ambulâncias, policiais militares e guardas municipais.
Já o Parque Ibirapuera, onde ocorreu o bloco de estreia de Ivete Sangalo no Carnaval paulista, reuniu mais de 1 milhão de pessoas. Por conta da superlotação, a cantora precisou parar o show por 40 minutos. Para aproveitar o Carnaval, além dos problemas relacionados ao pisoteamento, segurança e falta de hidratação, também é necessário considerar possíveis acidentes com a rede elétrica, já que segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, no primeiro trimestre de 2025, 176 casos desse tipo foram registrados. 65 deles resultaram em mortes.

Marcos Madureira, presidente da Abradee e entrevistado do Conexão Record News desta segunda (9), alertou sobre os cuidados necessários para evitar acidentes. Segundo ele, na montagem das barracas que dão suporte aos foliões é comum encontrar ligações inadequadas de energia elétrica. Além do risco de energização, Madureira também direciona a atenção para outro ponto, a altura máxima dos carros alegóricos e trios elétricos.
O motivo por trás dos limites é possibilitar a locomoção deles pelas ruas sem entrar em contato com os fios dos postes. O presidente informa que esta informação consegue ser adquirida ao questionar a distribuidora elétrica local ou o corpo de bombeiros da região. “Não se pode ultrapassar essa altura. Esse é um ponto fundamental, ter ações preventivas para que isso possa acontecer de uma maneira segura”, enfatiza o especialista, que pede para que somente profissionais capacitados realizem tais serviços.
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Há também uma ameaça inesperada, mas igualmente perigosa: as serpentinas metálicas. Caso um rolo desse objeto seja lançado em direção a um fio, há grandes chances de ocorrer um curto-circuito entre a rede elétrica e a pessoa que a atirou, o que pode levar a ferimentos ou até mesmo à morte. As consequências não se limitam somente ao arremessador. Madureira conta que por ser um ambiente muito aglomerado, as pessoas que estão em volta também podem se ferir.
Por fim, o presidente faz um comunicado a todos aqueles que planejam aproveitar as festas: “Brincar de Carnaval é muito bom, é uma diversão que o brasileiro faz com alegria, mas é preciso ter cuidados essenciais. E considerando que provavelmente vamos passar o Carnaval com chuvas, os riscos aumentam ainda mais, já que a água conduz a eletricidade”.
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