Maceió: afundamento chega a 1,69 m, mas governo diz que colapso deve ser menor que o esperado
O coronel da Defesa Civil de Alagoas, Moisés Melo, disse que o delineamento chega à superfície em forma de cone
Cidades|Do R7

Com o afundamento do solo e o risco iminente de colapso, a água da lagoa Mundaú, em Maceió, avançou e já cobre algumas rachaduras na região da mina 18 no Mutange, próxima ao antigo Centro de Treinamento do CSA.
Mais cedo, a Defesa Civil de Maceió informou que o deslocamento vertical acumulado da mina 18 é de 1,69 m e a velocidade vertical é de 0,7 cm por hora, apresentando um movimento de 11,8 cm nas últimas 24 horas.
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Segundo informações do TNH1, parceiro do R7, o órgão estadual também está em alerta e realiza o monitoramento com fotos do local, em média, três vezes por dia, sempre com foco no poço, que está com uma parte dentro da lagoa e a outra, até então, fora.
O coronel da Defesa Civil de Alagoas, Moisés Melo, disse em entrevista que o delineamento chega à superfície em forma de cone. Mesmo com um ritmo mais lento, cerca de 0,7 cm por hora atualmente, o afundamento continua avançando. “Pode ser que a situação esteja se acomodando. Se houver ruptura brusca, a água da lagoa vai preencher toda a caverna.”
Moisés ainda afirmou que, provavelmente, o desastre deve ter proporções menores do que o que foi inicialmente especulado. “Não temos previsão de hora, mas o local é pontual, é na lagoa. Não vai atingir a cidade, não vai ter terremoto, não vai ter tsunâmi”, finalizou.
Por precaução, a recomendação ainda é a mesma: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo.
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Cerca de 60 mil moradores deixaram sua casa nos anos de 2018 e 2019 nos bairros Pinheiro e Mutange, em Maceió, em Alagoas. A exploração de sal-gema pela Braskem ocasionou um problema no solo que, de acordo com a Defesa Civil da cidade, provocou o risco iminente de colapso da mina 18. As casas, que um dia pertenceram a famílias, estão abandonadas, e os ex-moradores deixaram recados nos muros: "Foram tantos dias vividos, tantos sonhos destruídos"





















