Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Após ação com 2 mortos, PM entra em carro sequestrado e atira 6 vezes

Comandante da Polícia diz que procedimento não condiz com o padrão

Cidades|Kaique Dalapola, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Vídeo mostra um policial militar atirando pelo menos seis vezes de dentro de um carro onde dois homens foram assassinados após perseguição. Um dos mortos é Tiago Messias Ribeiro, 31 anos, dono do veículo. Ele estava sendo feito de refém por um adolescente, que também foi morto. O caso aconteceu em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia, no último sábado (25).

O jovem havia sequestrado Tiago após roubar seu carro em uma chácara. De acordo com a esposa da vítima, Rovena Gonçalves, o adolescente já tinha participado de um roubo no local no dia anterior. No sábado, levou Tiago de refém por não ter conseguido ligar o carro.


A versão dos PMs à Polícia Civil é que, ao atender à ocorrência, o carro dos policiais foi recebido a tiros, por isso revidaram contra os ocupantes do veículo. O comandante da PM de Goiás, Divino Alves de Oliveira, disse à Record TV que “pelas imagens a gente observa que alguma coisa que não condiz com o procedimento operacional padrão da Polícia Militar aconteceu”.

Para a esposa de Tiago, os policiais cometeram um erro e mataram seu marido por confundir com criminoso. Ela ainda afirma que, na ligação para o 190, disse que seu marido estava sendo mantido de refém no carro e passou as características.


O adolescente e Tiago foram baleados quando estavam dentro do carro. O jovem morreu no local, enquanto Tiago foi socorrido pelos próprios policiais militares. Durante a tentativa de socorro, a viatura da PM bateu em um poste. Quando os Bombeiros chegaram no local da batida, Tiago já estava morto.

O R7 procurou a Polícia Militar de Goiás e questionou os motivos dos PMs terem atirado contra o veículo com um refém. Também questionou se os PMs envolvidos na ocorrência continuam desenvolvendo suas funções normalmente. A Polícia Militar respondeu que “já foi instaurado Inquérito Policial Militar pela Corregedoria PM”.

Leia mais notícias de Cidades

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.