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Após fraude no leite, RS fará fiscalização contínua para evitar adulteração

Operação já dura há mais de um ano; na sexta-feira, 14 pessoas foram denunciadas pelo MP

Cidades|Do R7

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O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Claudio Fioreze, disse que o governo do Estado pretende implementar fiscalização permanente a indústrias leiteiras do Rio Grande do Sul, em mais uma tentativa de coibir fraudes na produção do setor.

— A fiscalização permanente já existe nos matadouros de todo o Brasil; está prevista em lei. Deveria ser assim também no caso dos laticínios.

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Segundo ele, a ideia é que a fiscalização ocorra em até 60 dias. Fioreze diz que desde o início da Operação Leite Compen$sado, que há um ano investiga adulterações do produto no Estado, o governo gaúcho já vem adotando medidas para aumentar a segurança e transparência na cadeia leiteira. Recentemente, foram criados o Fundo Setorial do Leite e o Instituto Gaúcho do Leite.

— Quando a fraude chegou à indústria, achamos que era importante o Estado tomar essa iniciativa de fiscalização permanente.

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Ele se refere à quinta etapa da Operação Leite Compen$ado, que descobriu um esquema de fraude dentro de indústrias gaúchas e prendeu três empresários suspeitos. Na sexta-feira (16), 14 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público estadual.

A Secretaria de Agricultura refez um estudo técnico para embasar o projeto que pretende colocar fiscais agropecuários permanentes nos três maiores laticínios inspecionados pelo Estado do Rio Grande do Sul, e que processam em média 1 milhão de litros de leite por mês. Para a implementação, falta o aval da Secretaria da Fazenda do RS, que está avaliando o impacto financeiro, e a autorização do governador Tarso Genro.

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— Essas autorizações devem sair em 15 dias.

Os fiscais serão chamados do cadastro de reserva de concurso público feito no ano passado. Levando em conta a homologação do projeto, contratação e treinamento dos trabalhadores, ele estima que tudo esteja operando em meados de julho.

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De acordo com Fiorezi, 120 mil famílias produzem 11,5 milhões de litros de leite por dia no Estado. Deste volume, 91% estão sob inspeção federal; cerca de 3%, estadual; e outros 3%, municipal. O restante não tem inspeção por se tratar de autoconsumo ou comércio informal.

— O projeto de fiscalização abrangerá os três maiores estabelecimentos que estão dentro desses três 3% sob a inspeção do governo gaúcho.

O secretário ressaltou, ainda, que as indústrias instaladas no Estado nas quais foi descoberto algum tipo de adulteração são de fiscalização federal, e não estadual. Por isso, as três fábricas que receberão os fiscais permanentes - laticínios Santa Rita, Seberi e Frizzo - não tiveram nenhum envolvimento em fraude.

— É uma ação preventiva do Estado, que pode gerar uma discussão sobre o assunto no Brasil, para que se implemente uma fiscalização mais ampla em todos os laticínios que produzem leite pasteurizado, que é mais suscetível a fraude.

Fioreze disse que pretende discutir o assunto com o ministro da Agricultura, Neri Geller, na próxima segunda-feira (19), quando estiver com ele no anúncio do Plano Safra 2014/2015.

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