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Após nove mortes em rebelião, Maranhão decreta estado de emergência no sistema penitenciário

Governo quer criação de presídio de segurança máxima e mais 1.800 vagas

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Ao menos nove apenados morreram durante motim em São Luís
Ao menos nove apenados morreram durante motim em São Luís

O governo do Estado do Maranhão anunciou nesta sexta-feira (11) que decretou estado de emergência no sistema prisional. Segundo o documento, é necessária a construção de um presídio de segurança máxima e a criação de ao menos mais 1.800 vagas no sistema. O decreto facilita que as medidas sejam providenciadas em 180 dias.

Um motim provocado por um conflito entre grupos rivais no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, deixou pelo menos 9 detentos mortos e cerca de 20 feridos na noite desta quarta-feira (9), segundo um comunicado do governo estadual.


A ordem para a entrada da tropa de choque da PM foi expedida pela governadora Roseana Sarney (PMDB) pouco mais de uma hora após ter sido iniciada a rebelião. Os presos teriam tomado dois pavilhões, serrado celas para liberar outros sentenciados, num provável confronto de facções criminosas, armados de pistolas e bombas caseiras, segundo informou a Sejap (Secretaria de Estado e Justiça de Administração Penitenciária).

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Em nota oficial, o governo do Estado afirma que a confusão teria se dado em consequência da guerra de facções no presídio e do desmonte do bando conhecido como "Bonde dos 40", um dos maiores do Estado, com a prisão de 16 integrantes nesta semana em ação da polícia em São Luís. A Sejap informou, também em nota, que já foram iniciadas as investigações para apurar as causas do motim.

Na noite desta quarta-feira (9), as autoridades do Estado haviam informado que 13 presos foram mortos. No entanto, na manhã desta quinta-feira (10), o governo do Maranhão rebaixou o número para nove, porque algumas vítimas haviam sido contadas duas vezes.

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