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Após rebelião, 190 detentos são transferidos de Cadeião de Florianópolis e unidade é desativada

Motim ocorreu após 10 dias de greve de agentes penitenciários; cadeia estava superlotada

Cidades|Do R7

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A Central de Triagem de Florianópolis, conhecida como Cadeião de Florianópolis, foi temporariamente desativada após rebelião resultar na transferência de todos os 190 presos que estavam detidos no local. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Deap (Departamento de Administração Prisional), o cadeião tem capacidade para 80 presos.

Na ultima quinta-feira (27), após dez dias de greve dos agentes penitenciários de Santa Catarina, os presos, sem direito a banho de sol e visitas de familiares e advogados, realizaram uma rebelião. Segundo o Deap, o motim danificou parte da estrutura da cadeia e ameaçava a segurança da região. Diante disso, todos os detentos foram transferidos nesta sexta-feira (28) — sendo 30 para o município de Tubarão, 40 para Lages e 120 para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí.


O Deap informou que o Cadeião já estava superlotado — possuía 145 presos — e que, com a greve dos agentes penitenciários e impedimento de transferência de detentos, uma determinação judicial resultou no recebimento de presos que estavam em delegacias da região e a superlotação se agravou. Ainda de acordo com o Deap, já há uma determinação judicial para o fechamento do Cadeião — que já deveria ter sido cumprida.

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No entanto, para isso, é necessária a construção de uma nova Central de Triagem, projetada para São José, região de Grande Florianópolis — com capacidade para 430 presos. Segundo o Deap, o projeto e a verba para essa obra já existem, mas falta a emissão do alvará de funcionamento por parte da prefeitura. 

Enquanto a obra para a nova cadeia não ocorre, o Cadeião passa por reformas e adequações para que 80 desses 190 que foram transferidos sejam novamente alocados na Central de Triagem da capital. 

A greve dos agentes chegou a atingir cerca de 50% dos presídios no Estado. No entanto, após ser declara ilegal, a maioria dos funcionários retomou as atividades. 

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