Atual e ex-governador da Paraíba são alvos de operação da PF

Ação cumpre 54 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de prisão preventiva na Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiânia e Paraná

João Azevêdo (E) e Ricardo Coutinho (D) são acusados de desvios de recursos

João Azevêdo (E) e Ricardo Coutinho (D) são acusados de desvios de recursos

Montagem / R7

A Polícia Federal realiza na manhã desta terça (17) a Operação Calvário – Juízo Final, para desarticular uma organização criminosa que desviou R$ 134,2 milhões dos recursos dos serviços de saúde na Paraíba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Um dos alvos da ação é o ex-governador Ricardo Coutinho, que teve prisão preventiva decretada. As autoridades também cumprem um mandado de busca e apreensão contra o atual governador, João Azevêdo. 

O ex-governador, que comandou o Estado entre 2011 e 2018 está fora do país. Por isso a PF pediu a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.

Do valor total desviado pelo grupo investigado, mais de R$ 120 milhões teriam sido destinados a políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018, diz a PF. O grupo teria ainda fraudado licitações e concursos públicos, além de ter superfaturado equipamentos, serviços e medicamentos.

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Segundo a PF, o grupo organizou uma rede de prestadores de serviços e fornecedores que fechavam contratos superfaturados com os Hospitais de trauma de Mamanguape e do Hospital Metropolitano (foto), em Santa Rita.

A ação cumpre 54 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de prisão preventiva nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Goiânia e Paraná. Cerca de 350 Policiais Federais participam das ações, além de procuradores e auditores da Controladoria-Geral da União.

Segundo a Polícia Federal, foi organizada uma rede de prestadores de serviços terceirizados e de fornecedores que fechavam contratos com sobre-preço na gestão dos Hospitais de Trauma de Mamanguape e do Metropolitano, em Santa Rita.

Para se blindar de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado, o grupo teria pagado propinas e utilizado contratos de ‘advocacia preventiva’ ou de ‘advocacia por êxito’ para ocultar a movimentação dos valores, diz a corporação.

A investigação apontou ainda que houve uso eleitoral dos serviços de saúde, com direcionamento de atendimentos e fraude no concurso de pré-seleção de pessoal do Hospital Metropolitano no ano de 2018.

Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e corrupção passiva e ativa.

Desencadeada inicialmente em dezembro de 2018, a Operação Calvário investiga uma quadrilha que teria praticado os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos em contratos firmados com unidades de saúde e educação do Estado que, somados, ultrapassam R$ 1 bilhão.

Procurado, o governador do Estado, por meio da Secretaria de Comunicação Institucional, não respondeu de imediato o pedido de comentário. Não foi possível localizar de imediato representantes de Coutinho.