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Banco Master: PF mira chefe da Amapá Previdência e membros do comitê de investimento

Polícia Federal cumpriu, nesta manhã, quatro mandados de busca e apreensão na casa dos investigados e na sede da autarquia estadual

Cidades|Bruna Pauxis, do R7, e Nathália Martins, da Record, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal iniciou a Operação Zona Cinzenta para investigar supostas fraudes na previdência dos servidores do Amapá.
  • Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá nesta sexta-feira.
  • A investigação foca no investimento irregular de recursos pertencentes a aposentados e pensionistas em títulos de um banco privado.
  • As ordens de busca foram autorizadas pela 4ª Vara da Justiça Federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Diretor-presidente Jocildo Lemos e ⁠integrantes do comitê de investimento da Amprev estão entre alvos Amprev/Reprodução - Arquivo

Servidores da Amprev (Amapá Previdência) estão entre os alvos dos quatro mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF (Polícia Federal), na manhã desta sexta-feira (6), na Operação Zona Cinzenta. A corporação investiga suspeitas de desvios e má gestão no fundo de previdência dos funcionários públicos do estado.

Os mandados miram o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e ⁠dois integrantes do comitê de investimento da autarquia. Os três foram responsáveis por votar a favor, em três reuniões, da aplicação de recursos da instituição pública em letras financeiras do Banco Master.


O R7 apurou que o estado investiu cerca de R$ 400 milhões nesses títulos. A modalidade é de renda fixa e tem prazos longos para resgate, além de rentabilidade mais atrativa. Contudo, se o banco emissor tivesse problemas, o fundo previdenciário poderia enfrentar dificuldades para recuperar rapidamente o valor aplicado.

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Os quatro mandados de busca e apreensão, cumpridos na casa dos investigados e na sede da autarquia estadual, partiram da 4ª Vara da Justiça Federal no Amapá.


As investigações giram em torno de como foi investido o dinheiro dos aposentados e pensionistas do estado, e a PF avalia se a autarquia responsável pela previdência agiu de forma irregular ao aplicar recursos em títulos do Master.

Os policiais federais também apuram se ocorreram os crimes de gestão temerária — quando um administrador assume riscos excessivos e imprudentes com o dinheiro público — e gestão fraudulenta, caracterizada pela intenção de enganar ou cometer delitos para obtenção de vantagem ilícita.


Mais de R$ 1 bi ‘emprestado’ ao Master

Além disso, a reportagem teve acesso a uma lista de investimentos em letras financeiras efetuados por unidades da Federação e municípios do país no Banco Master.

No ranking, o Amapá é um dos principais deles, atrás apenas do Rio de Janeiro, que aplicou R$ 970 milhões. Enquanto o Brasil tem mais de 2.100 regimes próprios de previdência, 18 deles concentraram recursos nessas letras financeiras do Master.


O R7 tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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