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Bernardo deixa exemplo diante das dificuldades, diz diretor de escola na retomada das aulas

Criança foi encontrada morta em matagal; pai, madrasta e amiga da família foram presos

Cidades|Do R7, com Fala Brasil e Estadão Conteúdo

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Após o corpo do menino ser encontrado, o pai e a madrasta (dir.) foram presos
Após o corpo do menino ser encontrado, o pai e a madrasta (dir.) foram presos

A escola na qual Bernardo Uglione Boldrini estudava em Três Passos, no interior gaúcho, retomou as aulas nesta terça-feira (22), depois de um período de três dias de luto e dos feriados da Semana Santa e Tiradentes. Antes do reinício das atividades, às 7h30min, os estudantes foram reunidos no pátio para uma homenagem ao garoto, que tinha 11 anos e frequentava o sexto ano do ensino fundamental.

O diretor da escola, Nelson Weber, disse que Bernardo deixou o exemplo de um olhar positivo para a vida, mesmo diante das dificuldades que passava. O colégio contratou uma psicóloga para acompanhar professores e alunos nas próximas semanas.


A psicóloga é a mesma que trabalhou com os familiares e os sobreviventes da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, também no interior do Rio Grande do Sul. A casa noturna pegou fogo e 242 pessoas morreram.

Madrasta teria feito armadilha para Bernardo


"Foi bem forte", diz policial que participou do resgate do corpo

A escola também publicou um vídeo na internet que mostra uma homenagem feita pelos alunos no dia das mães de 2011. Nele, Bernardo faz uma homenagem à madrasta Graciele, que tem o apelido de Kelly. Ele segura um cartaz com o nome dela e um coração.


A avó de Bernardo, Jussara Uglioni, continua internada em um hospital de Santa Maria. Ela passou mal na segunda-feira (21), mas não corre nenhum risco. Por volta das 10h desta terça-feira, a delegada que investiga o caso vai dar uma entrevista coletiva em Três Passos. A expectativa das investigações agora é sobre o depoimento da madrasta, que deve acontecer ainda nesta terça-feira. 

Madrasta teria aplicado sedativo


Menino não se sentia parte da família

Bernardo desapareceu no dia 4 de abril. O corpo foi encontrado no dia 14, enterrado em um matagal, em Frederico Westphalen, a 80 km de Três Passos. A polícia prendeu a madrasta, Graciele Ugulini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o pai, Leandro Boldrini, como suspeitos do crime.

A investigação apurou que o garoto era rejeitado pela madrasta, sofria com o descaso pai e havia pedido à Justiça para morar com outra família. Por acordo proposto pelo pai e aceito por Bernardo no início deste ano, haveria uma tentativa de reaproximação familiar. Foi nesse período que o menino foi assassinado.

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