Brasil é referência no acolhimento de refugiados, diz representante da Acnur
Só em 2025, 165,7 mil pessoas foram reconhecidas como refugiadas no país; cubanos se destacam
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O Dia Nacional dos Direitos Humanos é celebrado nesta quarta-feira (12) e tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de uma sociedade que promova inclusão e direitos igualitários. Entre as pessoas que mais precisam ter o acesso a esses direitos garantido estão os imigrantes e refugiados. No Brasil, só em 2025, 165,7 mil pessoas foram reconhecidas como refugiadas. O número representa um aumento de 5,9% em comparação ao ano anterior. Desde 2010, foram mais de 550 mil solicitações de refúgio no Brasil, de pessoas de 177 países.
Em entrevista ao Link News, o oficial de comunicação da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), Miguel Paquioni, fala sobre a noção do Brasil como um país acolhedor. De fato, o país possui uma estrutura legislativa robusta para o acolhimento de imigrantes. “Há uma série de fatores que fazem com que as pessoas tenham que deixar o seu local de origem, mas, em suma, o governo brasileiro é sim um exemplo não apenas na região, mas para o mundo, em relação às políticas que dialogam de uma forma muito harmônica com os princípios dos direitos humanos.”

Porém, ele reforça que o bom caminho pelo qual segue o país é construído a cada passo, e são necessárias medidas contínuas para manter o acolhimento. Também é preciso estar a par das mudanças no perfil dos imigrantes recebidos no país, que costuma ser bastante heterogêneo. Pela primeira vez em dez anos, os cubanos ultrapassaram os venezuelanos em número de pedidos de refúgio no Brasil. Mas, além desses, também chegam em grande volume solicitantes de Angola, Marrocos e Gana, por exemplo.
“Hoje são mais de 150 diferentes nacionalidades de pessoas refugiadas no Brasil. Isso é um número emblemático para nós. Parece que é um mundo dentro do Brasil chegando em busca de proteção internacional, tamanho é o potencial do Brasil em assimilar, em trazer para a nossa realidade os pedidos de pessoas tão diferentes entre elas em termos de culturas e de localidades”, destaca Paquioni. Mas algumas dificuldades ainda se apresentam.
Segundo ele, a barreira do idioma é fundamental, visto que poucos chegam sabendo falar português. Há ainda uma dificuldade para revalidar diplomas, o que pode atrasar a inserção no mercado de trabalho formal. “Chegam mães, pais, filhos, em alguns casos com tios, avós e primos, toda uma estrutura olhando para que essas pessoas consigam ter meios dignos de estarem no Brasil e de contribuírem para o desenvolvimento da nossa sociedade como um todo. É um olhar de caso a caso, de perfil a perfil, mas as barreiras da integração local são diversas e se correlacionam muito com o perfil e com as nacionalidades de quem aqui está”, conclui.
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