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Brasil precisa de leis para evitar que o feminicídio sequer ocorra, diz advogada

Número de casos continua em alta, apesar de avanço nas leis de combate à violência

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Apesar de 45 leis sancionadas entre 2019 e 2025, o número de feminicídios no Brasil continua elevado, com mais de 10 mil mulheres mortas.
  • A advogada Thais Cremasco enfatiza a necessidade de leis que previnam a violência, não apenas que penalizem casos já ocorridos.
  • Em 2022, foram registrados 1.568 casos de feminicídio nas delegacias da mulher no país.
  • Cremasco alerta sobre a importância da denúncia, pois muitas vítimas morrem sem medidas protetivas devido ao medo e à vergonha.

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Apesar do avanço nas leis, o número de feminicídios segue em alta no Brasil, segundo um levantamento da RECORD. Os dados mostram que, entre 2019 e 2025, o país sancionou 45 leis de combate à violência, mas mais de 10 mil mulheres foram mortas. Segundo a advogada Thais Cremasco, o problema é que muitas dessas leis são destinadas à violência já ocorrida.

Em entrevista ao Conexão Record News, a coordenadora do Núcleo de Violência Contra a Mulher da OAB-SP afirma que, “para que as mulheres tenham uma vida justa, pacífica e segura, é necessário que existam leis que previnam a violência”. Só no último ano, foram registrados 1.568 casos de feminicídio nas cerca de 400 delegacias da mulher espalhadas pelo Brasil.


Silhueta de mulher sentada em cadeira
Advogada reforça a importância da denúncia Reprodução/Record News

Especialistas apontam que o enfrentamento ao problema, para além do reforço na segurança pública, também passa por mudanças culturais e pela educação desde a infância. “Aumento de penas, tudo isso é importante, mas nós precisamos de leis que impeçam que a violência contra a mulher aconteça”, reforça a advogada.

Ela destaca a importância da denúncia, visto que a maioria das vítimas de feminicídio morre sem ao menos uma medida protetiva contra o agressor. “A verdade é que as mulheres que morrem não estão buscando ajuda, por vergonha, por medo da lei não funcionar. Mas a única forma que nós temos, enquanto mulheres que estamos em relacionamentos abusivos, é buscar, sim, a ajuda da Justiça.”

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